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Papa Francisco alerta: a presença de Deus se dilui na Europa

Papa Francisco

Antoine Mekary | ALETEIA

Francisco Vêneto - publicado em 23/09/21

"A presença de Deus se dilui no consumismo e nos vapores de um pensamento único, fruto da mistura de velhas e novas ideologias".

A presença de Deus se dilui na Europa, alertou o Papa Francisco durante a audiência geral desta quarta-feira, 22 de setembro, quando fez uma avaliação da sua recente viagem apostólica dos dias 12 a 15 de setembro à Hungria e à Eslováquia:

“Foi uma peregrinação de oração, uma peregrinação às raízes, uma peregrinação de esperança, que se iniciou com a adoração e se encerrou com a piedade popular”.

As referências de Francisco são ao Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste, na Hungria (adoração), e à Santa Missa com 25 mil pessoas no santuário de Nossa Senhora das Sete Dores, padroeira da Eslováquia (piedade popular).

A presença de Deus se dilui na Europa

O Papa declarou que o chamado ao povo de Deus tem “particular importância no continente europeu” porque ali “a presença de Deus se dilui no consumismo e nos vapores de um pensamento único, fruto da mistura de velhas e novas ideologias”.

A propósito dessas ideologias, Francisco citou, por exemplo, a “perseguição ateísta” perpetrada nos casos específicos da Hungria e da Eslováquia, nações que foram subjugadas pelo regime comunista ao longo de décadas do século XX.

Ele afirmou ainda que “não existe oração sem memória” e que, portanto, os povos não devem esquecer as suas raízes. Foi neste sentido que ele evocou o tesouro da contribuição cristã aos países recém-visitados:

“Senti a força dessas raízes na celebração da divina liturgia no rito bizantino, em Prešov, na festa da Santa Cruz. Nos cânticos, senti vibrar o coração do santo povo fiel, forjado por muitos sofrimentos padecidos pela fé (…) Essas raízes estão sempre vivas, cheias da seiva vital, que é o Espírito Santo, e que, como tais, devem ser protegidas: não como exposições de museu, não ideologizadas e instrumentalizadas por interesses de prestígio e de poder, para consolidar uma identidade fechada; não. Isto significaria traí-las e esterilizá-las”.

Um futuro com esperança

Francisco fez questão de mencionar também o futuro e, particularmente, a esperança projetada pelos jovens eslovacos durante o encontro no estádio de Košice:

“Deu-me esperança ver tantos casais jovens e tantas crianças. E pensei no inverno demográfico que estamos vivendo. E aquele país floresce com casais jovens, com crianças. É um sinal de esperança”.

O Papa destacou também a convivência pacífica:

“Em Budapeste e na Eslováquia, estivemos juntos com os diferentes ritos da Igreja católica, com os irmãos de outras confissões cristãs, com os irmãos judeus, com os crentes de outras religiões, com os mais frágeis. Este é o caminho, porque o futuro será de esperança se formos juntos e não sozinhos”.

Tags:
AteismoDeusIdeologiaPapa Francisco
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