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Papa pede aos jovens responsabilidade com os outros e o mundo

Antoine Mekary | ALETEIA

Reportagem local - publicado em 03/10/21 - atualizado em 03/10/21

"Estamos nos aproximando de limiares perigosos. E vocês talvez sejam a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando"

O Papa Francisco enviou nesse sábado uma mensagem em vídeo aos jovens empresários e economistas reunidos no segundo evento mundial da “Economia de Francisco”, realizado em Assis mas coligado com 40 cidades do mundo.

Francisco iniciou sua mensagem agradecendo os jovens “pelo entusiasmo com que realizam esta missão de dar uma nova alma à economia”.

Ele enfatizou que a tragédia da Covid-19 não só “nos revelou as profundas desigualdades que infectam nossas sociedades: ela também as amplificou”. O pontífice alertou para “o grande aumento do desemprego, pobreza, desigualdade, fome” e a exclusão de muitos dos cuidados de saúde necessários.

Não esqueçamos que alguns poucos aproveitaram a pandemia para se enriquecerem e se fecharem na própria realidade. Todo esse sofrimento recai desproporcionalmente sobre nossos irmãos e irmãs mais pobres.

Cooperação e solidariedade

O Papa falou de numerosas “falhas no cuidado da casa e da família comuns” durante os quase dois anos da pandemia e denunciou que “muitas vezes esquecemos a importância da cooperação humana e da solidariedade global”, assim como “a existência de uma relação de reciprocidade responsável entre nós e a natureza”.

A Terra nos precede e nos foi dada, lembrou o Pontífice, e “somos administradores dos bens, não proprietários”, mas “a economia doente que mata” nasce precisamente “da suposição de que somos proprietários da criação, capazes de explorá-la para nossos próprios interesses e crescimento”.

A pandemia nos lembrou este vínculo profundo de reciprocidade; nos recorda que fomos chamados a cuidar dos bens que a criação dá a todos; nos recorda de nosso dever de trabalhar e distribuir esses bens de tal forma que ninguém seja excluído. Finalmente, também nos recorda que, imersos em um mar comum, devemos abraçar a exigência de uma nova fraternidade.

Momento favorável

O Papa Francisco considera que este é um momento favorável para sentir novamente “que temos uma responsabilidade para com os outros e para com o mundo”, porque “a qualidade do desenvolvimento dos povos e da Terra depende acima de tudo dos bens comuns”.

É por isso que devemos buscar novos caminhos para regenerar a economia na era pós-Covid-19 para que seja mais justa, sustentável e solidária, ou seja, mais comum. Precisamos de mais processos circulares, para produzir e não desperdiçar os recursos de nossa Terra, formas mais justas de vender e distribuir bens e um comportamento mais responsável quando consumimos.

Limite

O Papa alertou:

Hoje nossa Mãe Terra geme e nos adverte que estamos nos aproximando de limiares perigosos. E vocês talvez sejam a última geração que pode nos salvar: eu não estou exagerando.

Segundo o Papa, precisamos de “sua criatividade e resiliência” para “corrigir os erros do passado e nos conduzir a uma nova economia mais solidária, sustentável e inclusiva”.

Esta missão da economia, entretanto, inclui a regeneração de todos os nossos sistemas sociais: inculcando os valores da fraternidade, da solidariedade, do cuidado com nossa Terra e com os bens comuns em todas as nossas estruturas, poderíamos enfrentar os maiores desafios de nosso tempo, da fome e desnutrição à distribuição equitativa das vacinas anti-Covid-19. Devemos trabalhar juntos e sonhar em grande.

O Papa pediu que os jovens economistas e empresários se lancem “com criatividade na construção de novos tempos, sensíveis à voz dos pobres” e comprometidos em incluí-los “na construção de nosso futuro comum”.

Tags:
EconomiaMeio ambientePapa Francisco
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