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Vocação: será que existe “cara de padre” ou “jeito de freira”?

Freira

Antoine Mekary | ALETEIA

Reportagem local - publicado em 26/10/21

"Há quem se ache o intérprete do Espírito Santo para dizer ao outro se ele deve ou não fazer uma experiência vocacional"

Será que alguém tem mesmo “cara de padre” ou “jeito de freira”? O pe. Gabriel Vila Verde questiona a postura das pessoas que, de modo leviano, desdenham de um sério discernimento vocacional e baseiam “palpites” apenas em impressões superficiais.

Eis o que ele escreveu em sua rede social sobre os “juízes da vocação alheia”:

“Quando se trata de vocação, ninguém pode se atrever a desanimar o outro. Há quem se ache o intérprete do Espírito Santo, para dizer ao outro se ele deve ou não fazer uma experiência vocacional. Alguns ainda dizem: ‘você não tem cara de padre’, ‘você não tem jeito de freira'”.

Quem tem “cara de padre” ou “jeito de freira”?

O padre prosseguiu, citando exemplos de peso na história da santidade:

“Por acaso Agostinho, antes da conversão, tinha ‘cara’ de padre? Pois ele se tornou bispo e depois santo.

Francisco de Assis, na vida que levava, tinha algum jeito de religioso? Pois ele se converteu, fundou uma ordem religiosa e se tornou o que é.

Por acaso Faustina, dançando no baile, tinha jeito de freira? Pois foi a ela que Jesus apareceu e disse: ‘serás a secretária da minha misericórdia'”.

Não sejamos juízes da vocação alheia

E finalizou:

“Logo, não sejamos juízes da vocação alheia. Se alguém te diz que pensa em vocação religiosa, apenas responda que vai rezar, para que se cumpra a vontade de Deus. Se não der certo, pelo menos houve a tentativa, mas se der certo, você não irá se culpar por ter sido pedra de tropeço!”

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