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Dos 4 estilos de pai e mãe, qual transmite melhor a fé?

Shutterstock | Maksym Povozniuk

Zoe Romanowsky - publicado em 10/11/21

Há um estilo que os pesquisadores identificaram ser o melhor em termos de transmissão da fé e da religião para os filhos

Nos últimos 30 anos, houve um aumento constante no número de jovens adultos que se identificam como “não religiosos”. Embora a fé costume ser transmitida dentro da família, é comum que muitos jovens de hoje cresçam escolhendo não praticar a fé de seus pais.

Há muitas razões para isso, mas um ponto importante é o estilo de paternidade (também chamado de estilo parental).

Até recentemente, não havia muita pesquisa focada em como os pais criam filhos que preservem a fé em Deus, mas Amy Adamczyk, professora de sociologia do John Jay College, em Nova York, e Christian Smith, sociólogo da Universidade de Notre Dame, decidiram analisar mais de perto essa questão.

Depois de examinar várias pesquisas e realizar mais de 200 entrevistas, suas descobertas foram publicadas pela Oxford University Press em um livro chamado Handing Down the Faith: How Parents Pass Their Religion on to the Next Generation.

Examinando os 4 principais estilos parentais comumente usados na psicologia hoje – autoritário, autoritativo, permissivo e negligente – Adamczyk e Smith descobriram que o estilo parental autoritativo é o que parece determinar melhor o sucesso na transmissão da fé aos filhos.

Aqui estão algumas das principais características do estilo autoritativo que podem ajudá-lo(a) na educação dos seus filhos.

1. Os pais e mães autoritativos colocam limites e perspectivas claras

Os pais/mães que colocam perspectivas claras para os filhos em relação a frequência na missa, observância religiosa, oração, caridade etc. dão aos filhos uma sensação de segurança, previsibilidade, pertença e sentido.

“Os pais/mães autoritativos estabelecem expectativas claras em relação à religião. Eles incentivam a participação dos filhos”, disse Adamaczyk a Religion News.

2. Os pais e mães autoritativos transmitem amor, afeto e respeito

Ao mesmo tempo em que estabelecem limites e perspectivas claras, os pais/mães que têm laços emocionais estreitos com seus filhos, que demonstram respeito e amor por eles, são muito mais propensos a ter filhos que continuem a praticar sua religião quando adultos.

“Parte da razão pela qual o estilo autoritativo é tão bem-sucedido é que as crianças querem imitar seus pais. Elas realmente gostam de se parecer com os pais”, disse Adamaczyk.

3. Os pais e mães autoritativos escutam e aprendem

Quando os pais têm respeito e amor genuínos pelos filhos, eles os ouvem — e aprendem com suas perguntas e comportamentos. As crianças podem querer saber mais sobre algum aspecto da fé, o sentido da vida ou o que certas orações ou histórias bíblicas significam. Essas perguntas fazem com que os pais estudem e aprendam mais.

Além disso, o crescente relacionamento das crianças com Deus e seus comentários e comportamentos em relação a Deus podem inspirar os pais em sua própria vida de fé.

4. Os pais e mães autoritativos falam e fazem

Os pais que são bem sucedidos em educar filhos na vida de fé não apenas falam — eles estão comprometidos com sua própria fé e prática religiosa. Suas ações se alinham com suas crenças — eles buscam ser testemunhas autênticas e crescer em sua fé.

Os pais que não têm medo de mostrar aos filhos que viver a fé às vezes pode ser difícil dão um exemplo que seus filhos podem seguir à medida que se tornam adultos.

5. Os pais e mães autoritativos assumem sua responsabilidade

Pais e mães bem sucedidos na transmissão da fé e da religião não apenas deixam seu filho(a) na igreja e esperam que alguém de lá cuide de tudo.

Trata-se de pais e mães que assumem a responsabilidade por seu papel central na formação de seus filhos na sua fé e religião. Isso inclui encontrar uma paróquia vibrante, boa catequese e grupos de jovens, mas também significa que, como pai/mãe, você percebe que é o principal educador de seu filho(a) e que aquilo que você faz como família tem o maior efeito no longo prazo.

Tags:
CatecismoEducação dos FilhosFilhosIgreja Católica
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