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7 equívocos sobre a castidade

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Mathilde de Robien - publicado em 18/11/21

Castidade não é uma proibição, mas um caminho que leva à alegria do amor verdadeiro

Alex Deschênes descobriu a Teologia do Corpo, de São João Paulo II, aos 20 anos, e isso revolucionou a vida dele. Por sua vez, faz suas as reflexões do falecido santo pontífice, e compartilha sua visão do corpo, da sexualidade e da castidade em uma linguagem acessível.

Em particular, ele descreve a castidade não como uma soma de proibições, mas como um caminho – um caminho reconhecidamente árduo – que leva à alegria do amor verdadeiro.

“A castidade é uma virtude difícil e sua aquisição requer tempo; é preciso esperar pelos seus frutos e pela alegria de amar que deve trazer. Mas é o caminho infalível para a alegria”, escreveu São João Paulo II.

Para lançar luz sobre essa noção de castidade, Alex Deschênes dissipa uma série de equívocos a elas relacionados:

1. Castidade não é apenas privar-se de relações sexuais

A castidade não se reduz a “não ter relações sexuais”. Castidade significa “falar a verdade com seu corpo em todas as circunstâncias”.

Como disse João Paulo II, a castidade “é a transparência do amor”. É uma forma de amar com autenticidade, sendo dono do próprio corpo e não sendo dominado pelos desejos.

2. Não é uma prisão

Ser casto(a) não significa estar “preso(a)”. Significa recusar-se a fazer da outra pessoa um objeto para seu próprio prazer.

Se uma pessoa em um relacionamento aspira ser casta e a outra não, esta é chamada a amar a outra como ela é, com sua fé, valores e escolhas, e a respeitar seu caminho. Esta é “uma prova de amor que revela o melhor da pessoa”, afirma Alex Deschêne.

“Não tenha medo quando o amor exige sacrifício”, advertiu João Paulo II.

3. A castidade não apenas no namoro

A castidade não se limita às relações pré-matrimoniais. Os cônjuges também são chamados a viver a castidade no matrimônio, entregando-se corporalmente de maneira sincera e total.

4. Ausência de desejos?

Castidade não significa deixar de sentir desejos. “Alguém que não tem mais nenhum desejo de qualquer tipo não é puro… ele está morto!”

O desejo é um presente de Deus. Deus coloca desejo em nossos corações. Ele não quer suprimir nossos desejos, ele quer “inflamá-los”, para que sejam mais fortes, mas também purificados pelo fogo.

5. Escolher esperar

O propósito da castidade não é nos privar, mas nos levar a dar. É normal em um relacionamento amoroso ter desejos fortes de intimidade física, e é um verdadeiro desafio escolher esperar. No entanto, é também “uma forma de nutrir um tesouro”, um tesouro ainda mais belo se for desejado e esperado.

Alex Deschêne compara isso a escalar uma montanha: você aprecia a vista de forma diferente dependendo se subiu a pé ou de teleférico. Se não for preciso nenhum esforço, “olhamos para a vista e descemos”, sem estarmos realmente conscientes do presente que nos está sendo dado.

6. Castidade é dizer sim

A castidade não é um “não”. É principalmente um “sim” (à dignidade do outro), do qual fluem vários não’s. “Significa escolher a pessoa inteira com o sacrifício de todo o resto.”

7. Desprezo ou amor?

Castidade não é desprezo pelo corpo e pela sexualidade. Consiste em “integrar os seus desejos para torná-los uma força de amor: um amor livre, incondicional, fecundo e total”.

Tags:
CasamentocorpoPecadoSexualidade
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