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Jovem alega que não devia ter nascido e processa médico que fez seu parto

gravidez

Doro Guzenda | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 06/12/21

O caso está sendo usado por militantes pró-aborto como "argumento" para justificar a eliminação de bebês em gestação

Uma jovem britânica de 20 anos chamada Evie Toombes, de Lincolnshire, ganhou na justiça uma indenização milionária ao processar o médico Philip Mitchell, que atendeu sua mãe, Caroline Toombes, quando estava grávida. Evie nasceu com espinha bífida e, por causa desta condição relativamente comum que afeta a medula espinhal, alega que nunca deveria ter nascido.

Nos casos de espinha bífida, a medula espinhal do bebê não se desenvolve durante a gestação e, por consequência, pode acarretar a hidrocefalia, isto é, o acúmulo de líquido no cérebro. Este quadro, por sua vez, pode levar a um excessivo aumento do crânio e a problemas de desenvolvimento.

Numa decisão inédita no Reino Unido, a juíza Rosalind Coe deu ganho de causa à jovem, estabelecendo, portanto, que ela tem direito a uma “indenização” cujo valor ainda não foi calculado, mas já é estimado em cifras milionárias.

Evie afirma que sua mãe não foi informada adequadamente sobre a necessidade do ácido fólico durante a gravidez: conhecido também como vitamina B9, ele pode reduzir as chances de deficiências na coluna vertebral e no cérebro dos bebês. A jovem acusa o dr. Philip Mitchell de não ter aconselhado Caroline corretamente no tocante à suplementação, mas o médico nega as acusações e garante que a orientou dentro da normalidade a respeito da importância do ácido fólico.

De fato, Caroline confirma que o assunto foi, sim, tratado em sua consulta ao médico, mas ela também alega que o doutor não destacou suficientemente a importância da vitamina B9 na prevenção da espinha bífida. Segundo Susan Rodway, advogada de Caroline, a cliente planejou com grande detalhamento a gestação da filha, e, caso tivesse recebido orientação adequada, teria adiado a gravidez e priorizado a suplementação com ácido fólico.

O médico afirmou que mantém a prática de receitar 400 microgramas de ácido fólico durante três meses para todas as mulheres que o consultam quando planejam engravidar, além de orientá-las no tocante a uma boa dieta e a níveis adequados de ácido fólico. Entretanto, os argumentos de Philip Mitchell não foram acatados pela juíza do caso, que o responsabilizou pelos prejuízos acarretados à qualidade de vida de Evie: a jovem sofre com mobilidade reduzida e os prognósticos são de que deverá usar cadeira de rodas.

“Não deveria ter nascido”

Além da própria Evie, que sustenta que não deveria ter nascido, o caso está sendo tergiversado por militantes pró-aborto como “argumento” para justificar a eliminação de bebês em gestação. A suposta “lógica” utilizada por eles é a de que seria melhor impedir o nascimento de bebês que, mesmo potencialmente, poderiam vir a sofrer “prejuízos à sua qualidade de vida”.

De fato, impedir uma futura “baixa qualidade de vida” também é um dos mais frequentes “argumentos” apresentados na Bélgica para “justificar” a eutanásia de bebês – ainda que ela seja teoricamente ilegal no país. Confira:

Tags:
AbortoIdeologiaSaúde
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