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Profissionais de saúde não-médicos podem agora executar abortos em Nova Jersey

Aborto

Rattiya Thongdumhyu | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 22/12/21

Maior multinacional de clínicas de aborto do mundo agradece: "passo necessário"

Desde o dia 6 de dezembro, estão em vigor no Estado norte-americano de Nova Jersey novas regulamentações que permitem a profissionais de saúde não-médicos a execução de abortos por aspiração durante todo o primeiro trimestre de gravidez. Entre os profissionais de saúde agora autorizados a praticar abortos estão enfermeiras, assistentes médicos e parteiras certificadas.

Além disso, o Estado também permite, agora, que os abortos após a 14ª semana de gestação sejam executados em consultórios; antes, qualquer procedimento após este período da gravidez só podia ser realizado em hospitais, e apenas por médicos.

A facilitação do aborto se baseia numa decisão unânime tomada em outubro deste ano pela Junta Estadual de Examinadores Médicos do Estado de Nova Jersey, que alegou “eliminar os regulamentos medicamente desnecessários sobre o aborto e abrir novos caminhos para serviços de saúde reprodutiva em todo o Estado”, seguindo a cartilha ideológica de esquerda que apresenta o livre extermínio de bebês em gestação como “saúde reprodutiva”.

O governador do Estado, Phil Murphy, costuma afirmar que fez parte “a vida inteira” da Igreja Católica, mas apoiou enfaticamente a nova política estadual pró-aborto. Neste quesito, ele recai na mesma incoerência dos igualmente autodeclarados “católicos” Joe Biden, presidente do país, e Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados. O episcopado norte-americano já reiterou em diversas ocasiões que não é possível declarar-se católico e apoiar o aborto, que a doutrina da Igreja reconhece como o assassinato de uma pessoa humana inocente.

Phil Murphy comemorou a “eliminação de barreiras antiquadas” aos “cuidados de saúde reprodutiva”, enquanto Scott E. Metzger, presidente da Junta Estadual de Examinadores Médicos, afirmou que as mudanças garantirão que “mais habitantes de Nova Jersey tenham acesso a cuidados reprodutivos vitais” – entendendo-se por “vital” a supressão proposital da vida de um bebê em gestação.

A mesma junta sustenta que “a regulamentação excessiva e medicamente desnecessária do aborto prejudica a saúde pública” – entendendo-se que a saúde pública seria favorecida pelo livre extermínio de bebês em gestação.

Mesmo antes do afrouxamento da regulamentação, Nova Jersey já era um dos Estados norte-americanos com os índices mais altos de aborto, conforme dados de 2017 levantados pelo Instituto Guttmacher.

Com as novas medidas, mais de 17 mil profissionais da saúde que não são médicos passaram a contar com autorização legal para executar ainda mais abortos durante o primeiro trimestre de gestação.

Como não poderia deixar de ser, quem comemorou as mudanças foi o maior conglomerado multinacional de clínicas de aborto do planeta, a rede Planned Parenthood, fundada pela eugenista norte-americana Margaret Sanger em 1921. A respeito, não deixe de conferir o seguinte artigo:

Kaitlyn Wojtowicz, vice-presidente de assuntos públicos da Planned Parenthood em Nova Jersey, declarou em nota:

“Agradecemos à Junta de Examinadores Médicos por mais este passo necessário para ampliar o acesso, de modo que todos possamos ter o atendimento de que precisamos, quando precisamos”.

Como de praxe, ela reforçou a narrativa ideológica de que o aborto é um “direito” ligado à “saúde reprodutiva”:

“Todos os habitantes de Nova Jersey merecem tomar suas próprias decisões pessoais no tocante à saúde, especialmente quando se trata de saúde reprodutiva e aborto”.

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AbortoCultura do descarteIdeologiaPolíticaSaúde
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