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Bispo brasileiro se defende de acusação requentada de abusos sexuais

Bispo brasileiro Dom Antônio Carlos Rossi Keller

Kennyel F. / Wikipédia (CC BY-SA 4.0)

Reportagem local - publicado em 31/12/21

Caso já foi investigado e denúncias contra dom Antônio já foram rejeitadas pela Justiça

O bispo brasileiro dom Antônio Carlos Rossi Keller, da diocese de Frederico Westphalen, RS, publicou um vídeo nesta quinta-feira, 30 de dezembro, dando resposta a acusações requentadas de abusos sexuais e abordando as circunstância da denúncia.

Dom Antônio afirma que as alegações decorrem da vingança de um grupo de leigos e de dois sacerdotes, um dos quais deixou o estado clerical por determinação do Papa Francisco e o outro abandonou a diocese por decisão própria.

O bispo informa que, faz alguns anos, cobrou de ambos os padres uma postura condizente com a condição sacerdotal e os repreendeu por priorizarem ideologias político-partidárias na Igreja.

No vídeo, dom Antônio afirma: “Contrariados com minha orientação, alguns desses sacerdotes armaram toda essa denúncia desqualificada. Teve início, há mais de três anos, uma ação arquitetada de revanchismo e vingança contra minha pessoa, como bispo diocesano”.

Sem entrar em detalhes sobre o conteúdo da denúncia sobre os alegados abusos sexuais porque o processo ainda corre em segredo da justiça, o bispo acrescenta: “Esses padres, mais alguns leigos também ligados ao mesmo grupo, valeram-se de um jovem, que hoje se apresenta como mulher, tendo inclusive mudado seu nome, e que se autointitula como ‘mãe de santo’, aqui em Frederico Westphalen, para configurar essa denúncia de abuso — que é totalmente falsa, sem nenhuma prova. E não haverá prova simplesmente porque os fatos alegados de abuso jamais aconteceram”.

Denúncias de abuso sexual são caso requentado

De fato, embora tenha sido requentado recentemente por um site, o caso foi apresentado há 3 anos e a denúncia foi rejeitada pelo poder judiciário no Rio Grande do Sul. Um recurso tramita hoje no Tribunal de Justiça daquele Estado (TJRS).

Diante das notícias e fofocas desencontradas que voltaram a ser divulgadas nos últimos dias a respeito dos supostos abusos sexuais, dom Antônio divulgou também uma nota no site oficial da diocese:

“Acerca da notícia veiculada por um site e repercutida por diversos meios de comunicação, envolvendo denúncia feita contra a minha pessoa, venho a público para esclarecer e informar o seguinte:

1) Os fatos relatados são absurdamente falsos. O povo da Diocese de Frederico Westphalen me conhece, bem como todas as pessoas de outros lugares pelos quais passei. Durante decênios de atuação jamais tive nenhuma acusação sobre episódio assemelhado, o que revela a absoluta irresponsabilidade e indignidade da imputação;

2) Na esfera canônica já fui absolvido e os acusadores foram responsabilizados;

3) Na esfera civil todas as imputações foram rejeitadas e os acusadores serão devidamente responsabilizados;

4) Na esfera penal, a acusação foi inteiramente rejeitada pela Justiça, de plano. Por tratar-se de uma realidade em segredo de Justiça, impõe-se que sejam apurados esses vazamentos ilícitos e isto será feito. Há uma clara tentativa de mudar as decisões já tomadas pela Justiça em meu favor. Trata-se de uma estratégia sórdida e desonesta, que combaterei com todas as minhas forças;

5) Em defesa da minha honra, creio na Justiça divina e confio na Justiça dos homens. Tenho certeza de que, a seu tempo, tudo será devidamente esclarecido. E no momento certo, me pronunciarei também com clareza em relação a tudo isto.

6) Agradeço as inúmeras manifestações de solidariedade e de proximidade neste momento que sou obrigado viver. Deus saberá retribuir a cada um o bem que me fazem”.

A investigação canônica mencionada por dom Antônio foi realizada por ordem da própria Congregação para a Doutrina da Fé assim que surgiram as denúncias sobre os alegados abusos sexuais.

Na ocasião, um juiz e dois assessores canônicos designados pela Santa Sé ouviram sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos da diocese e, ao fim das investigações, nenhuma das acusações de abuso sexual foi comprovada e o bispo foi absolvido.

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