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ONU nomeia promotora do aborto como diretora executiva do Unicef

BURKINA FASO

Maria Lozano | Aid to the Church in Need

Francisco Vêneto - publicado em 31/12/21

Fundo da ONU para infância se envolve frequentemente em polêmicas por promover aborto e teorias subjetivas de gênero

O português António Guterres, secretário-geral da ONU, anunciou neste mês a nomeação de Catherine M. Russell como nova diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ela substituirá Henrietta H. Fore, que renunciou ao cargo devido a questões familiares de saúde.

Catherine Russell trabalhava até então como assistente do presidente democrata dos Estados Unidos, Joe Biden, e é notória promotora do aborto e das assim chamadas “políticas de gênero”. Entre 2013 e 2017, sob a presidência do também democrata Barack Obama, ela foi embaixadora norte-americana para Assuntos Globais da Mulher, um escritório “conhecido por colaborar com grupos de aborto no exterior”, conforme declaração recente da vice-presidente executiva do Instituto Católico para os Direitos Humanos, Lisa Correnti.

“Saúde e direitos sexuais e reprodutivos”

Ainda segundo Lisa, Catherine Russel é “a principal arquiteta de uma estratégia global para as adolescentes que foi implementada pelo Departamento de Estado de Obama, o que incluiu ‘saúde e direitos sexuais e reprodutivos’ pela primeira vez num documento de política dos Estados Unidos. O apoio de Catherine Russell ao aborto e à política de gênero se alinha com as questões polêmicas que o Unicef promove entre as crianças em todo o mundo. Catherine esteve à frente da promoção do muito polêmico termo ‘saúde e direitos sexuais e reprodutivos’ na política internacional. Esse termo é usado para promover internacionalmente o aborto e a agenda LGBTQIA+ e foi usado pela primeira vez pelo governo Obama sob a liderança de Catherine Russell”.

De fato, em 2015, a então embaixadora norte-americana para Assuntos Globais da Mulher afirmou que o país iria priorizar “o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva como parte dos objetivos sanitários (…) e de igualdade de gênero”. Por sua vez, a vice-presidente do Instituto Católico para os Direitos Humanos recorda que, dentro da narrativa pro-aborto, o eufemismo “saúde e direitos sexuais e reprodutivos” incluem indissociavelmente a promoção do aborto e da ideologia de gênero, conjunto de teses que, basicamente, pregam que a identidade de gênero é uma construção subjetiva que não depende do sexo biológico. Esse termo “é mais problemático ainda quando usado em políticas para a infância”, comenta Lisa Correnti.

Agendas ideológicas no Unicef

Lisa também recorda que a contaminação ideológica gera frequentes polêmicas relacionadas com a agenda do Unicef no mundo. Além de promover aborto e ideologia de gênero como “políticas de saúde e direitos” até mesmo junto à infância, a entidade da ONU elaborou recentemente um relatório sobre segurança digital no qual afirmava, espantosamente, que “a pornografia nem sempre pode ser prejudicial às crianças”. Resta saber em quais contextos, segundo o Unicef, seria oportuno exibir pornografia para uma criança.

O Unicef também participou da elaboração de relatório conjunto com outras agências da própria ONU, como a UNFPA e a ONU Mulheres, no qual eram explicitamente citados o “acesso ao aborto seguro” e a “orientação sexual e de identidade de gênero” como “temas-chave” da assim chamada “ESI”, ou “educação sexual integral”.

O orçamento anual do Unicef é de cerca de 5 bilhões de dólares. É o caso de recordar aos seus gestores que milhões de crianças estão passando fome no planeta Terra e, para elas, comer é certamente prioritário em comparação com receber doutrinação sobre sexo livre aos 8 anos de idade.

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AbortoCriançasIdeologiaPolítica
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