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Estudante viraliza com ilustrações médicas de bebês negros em gestação

Chidiebere Ibe

Chidiebere Ibe/CC BY-SA 4.0 via Wikipedia | ebereillustrate/Instagram

Sarah Robsdottir - publicado em 17/01/22

Ilustrador autodidata e estudante de medicina, Chidiebere Ibe tem 25 anos e quer ser neurocirurgião pediátrico

O estudante nigeriano Chidiebere Ibe tem viralizado nas redes sociais com suas ilustrações médicas de bebês negros em gestação. O ilustrador autodidata chamou as atenções mundo afora com detalhados desenhos de anatomia que retratam pessoas negras, como foi o caso, em novembro, da ilustração de uma gestante e seu bebê nascituro: o desenho conquistou elogios da comunidade médica, da mídia e do público. Ibe tem mais de 142 mil seguidores no Instagram e, antes que o seu tweet original fosse apagado, obteve mais de 47 mil compartilhamentos e mais de 332 curtidas, segundo a NBC News.

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“Eu não tinha ideia do quanto precisava ver isso, até que vi!”: esta reflexão, repetida por muita gente, foi ecoada também pelos apresentadores Gayle King e Nate Burleson, da rede CBS, em referência ao sentimento de sub-representação da comunidade negra no tocante a ilustrações médicas.

De fato, reduzir a negligência dos livros de medicina em relação às minorias étnicas é um dos objetivos de Ibe. Além da falta de ilustrações que representem uma comunidade historicamente marginalizada, ele observa que a falta de diversidade nos livros de medicina acarreta menor conscientização sobre como certos tipos de doenças afetam em particular os pacientes negros, tais como a dermatite seborreica.

A Dra. Kameelah Phillips destacou a importância do trabalho de Ibe ao ilustrar bebês negros em gestação:

“Um bebê negro em um texto médico. Pode não parecer grande coisa, mas acredite em mim: é! Nos meus 4 anos de Biologia Humana, 4 anos de faculdade de medicina e 4 anos de residência, eu raramente vi, se é que cheguei a ver alguma vez, representações de pacientes negros e pardos em textos médicos. Isso importa mesmo? Totalmente! E por muitos motivos. Ver você mesmo no seu texto significa que você é importante. Você é visto. Você não é invisível. Você se engaja mais com o material. Isso humaniza e normaliza corpos negros e pardos. Isso nos torna médicos melhores, porque as condições se apresentam de maneira diferente em peles diferentes. A falta de diversidade em nossos livros reflete a falta de diversidade em nossa formação. Algo tão simples quanto a representação igual de tons de pele poderia contribuir para a humanização dos corpos pretos e pardos? É um começo importante”.

Ibe é estudante da Universidade Médica de Kiev, na Ucrânia, e espera um dia realizar o sonho de se tornar neurocirurgião pediátrico. Enquanto isso, o estudante continua compartilhando as suas “ilustrações médicas etnicamente diversas” nas redes sociais, já realizando os sonhos de muitos.

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ArteBebêsCiênciaSaúdeSociedade
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