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Irmã Verônica, o anjo da guarda das grávidas

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Missionary Sisters of Mary Help of Christians (MSMHC)

A irmã Veronica Vuantei é uma das muitas religiosas católicas que servem aos irmãos mais pobres na Índia

Agnès Pinard Legry - publicado em 26/01/22

Conheça a história inspiradora da mulher que abraçou três vocações: é religiosa, enfermeira e parteira na Índia

A Irmã Verônica Vuantei, 53 anos, abraçou uma tríplice vocação: é religiosa, enfermeira e parteira. Membro das Irmãs Missionárias de Maria Auxiliadora, ela testemunha incansavelmente o amor de Cristo através do serviço ao próximo em um centro de saúde na aldeia de Sohklong, no estado indiano de Meghalaya.

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Irmã Verônica Vuantei fez destas palavras de Cristo (Jo 10,10) a pedra angular de sua vida.

Natural de Aizawl, uma cidade no estado indiano de Mizoram, no nordeste da Índia, ela terminou seus estudos de enfermagem em 2000 – treinamento e conhecimento que ela agora usa para ajudar os pobres em cidades distantes, relata o diário indiano The Shillong Times.

 Atualmente, ela trabalha em um centro de saúde no vilarejo de Sohklong, no estado de Meghalaya, onde exerce sua profissão de enfermeira, especialmente como parteira. O centro tem 11 leitos e uma sala de parto.

“Uma enfermeira é aquela que abre os olhos de um recém-nascido e gentilmente fecha os olhos de um moribundo”, disse ela ao Shillong Times. “É realmente uma grande bênção ser a primeira e a última a testemunhar o início e o fim da vida.”

Anjo da guarda das grávidas

Quando as grávidas a procuram, ela nunca pergunta a idade; só quer saber se elas têm seus pais ou marido com elas. “Eu nunca pergunto a idade, pois algumas têm menos de 18 anos. Essas jovens grávidas têm medo de ir ao CHC [centro comunitário de saúde] porque terão que revelar sua idade lá”, disse ela ao jornal.

A situação das mulheres na Índia, especialmente as grávidas, continua extremamente difícil. Além do estupro e da violência sexual, de que são regularmente vítimas, há também o problema dos abortos “seletivos” para evitar ter uma menina.

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, de 2013 a 2017 a Índia teve uma média de 461.500 “nascimentos femininos perdidos” por ano e agora estão faltando 45,8 milhões de mulheres em sua população.

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