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Os comunistas odeiam a Santa Missa

BRAZIL

@renatofreitasvereador

Vanderlei de Lima - publicado em 21/02/22

Rezemos – um Terço ao menos – em reparação à profanação da igreja de Nossa Senhora do Rosário

A recente profanação da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Curitiba (Brasil), por militantes de esquerda portando, inclusive, bandeira comunista, no último dia 5 de fevereiro, traz, uma vez mais, à mente dos fiéis católicos a seguinte constatação: o comunismo odeia a Santa Missa. Reflitamos sobre o assunto neste artigo.

O primeiro ponto – infelizmente pouco falado – é que houve, no ato dos invasores da Igreja, o pecado de sacrilégio. Sim, “o sacrilégio consiste em profanar ou tratar indignamente os sacramentos e as outras ações litúrgicas, bem como as pessoas, as coisas e os lugares consagrados a Deus. O sacrilégio é um pecado grave, sobretudo quando cometido contra a Eucaristia, pois neste sacramento o próprio Corpo de Cristo se nos torna substancialmente presente” (Catecismo da Igreja Católica n. 2120). 

3 tipos

Há, pois, três tipos de sacrilégios: 1) o pessoal, atinge a quem ataca com violência física o Papa, os Bispos, os Sacerdotes, os Diáconos, bem como consagrados(as), pois vivem, em todo o seu ser, para o serviço de Deus, 2) o local, abrange quem invade igrejas, cemitérios, oratórios que tenham sido consagrados e o 3) o real, envolve quem profana objetos sagrados que servem ao culto divino ou à edificação espiritual do Povo de Deus. O mais grave sacrilégio é a profanação da Santíssima Eucaristia.

O segundo ponto a ser considerado é o valor inestimável da Santa Missa. Ela “é o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica n. 271). 

Mais: a Eucaristia “torna presente e atual o sacrifício que Cristo ofereceu ao Pai na cruz, uma vez por todas, em favor da humanidade. O caráter sacrificial da Eucaristia se manifesta nas próprias palavras da instituição: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós’ e ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós’ (Lc 22,19-20). O sacrifício da cruz e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Idênticos são a vítima e o oferente, diferente é apenas o modo de oferecer: cruento na cruz, incruento na Eucaristia” (idem n. 280). 

Valor infinito da Santa Missa

Tem, portanto, a Santa Missa um valor infinito para atrair as graças divinas sobre a humanidade e frear os males – inclusive do comunismo sem Deus – sobre ela. Ora, os comunistas, via de regra, parecem saber disso, daí buscam, de todos os modos, atentar contra a Eucaristia, os sacerdotes e as igrejas.

É São Manuel González García (1877-1940), bispo espanhol, que viveu a perseguição comunista aos católicos do seu país, na década de 1930, quem nos confirma a existência desse ódio vermelho ao escrever: “O comunismo ateu que esteve a ponto de deixar a Espanha totalmente desolada, a quem perseguiu mais ou contra quem dirigiu com maior fúria seus tiros envenenados? Todos sabemos, porque vimos com os nossos próprios olhos. O principal, o mais odiado e perseguido inimigo do comunismo foi o Sacerdote e principalmente por sua Missa, por celebrar Missa. Provas? Pelo que eu mesmo tive oportunidade de ver, uma das coisas que mais padeceram o furor vermelho foi a ara, o altar, o cálice e o sacrário”. 

E prossegue: “Quanto há para dizer sobre isso! Essa preferência do ódio comunista e selvagem contra a Missa não manifesta a importância e a gravidade, ainda que social, que os vermelhos viam em nossa Missa?” (Se vivêssemos nossas missas: opúsculo sobre o santo sacrifício da Missa. Jundiaí: Professio Fidei, 2021, p. 153-154).

Por tudo isso, rezemos – um Terço ao menos – em reparação à profanação da igreja de Nossa Senhora do Rosário e, com fé, peçamos todos os dias: “Do comunismo, livrai-nos, Senhor!”.

Vanderlei de Lima é eremita de Charles de Foucauld

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comunismoigrejasMissaPerseguiçãoViolência
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