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Ameaças de chacinas em escolas: o que fazer?

SHOOTING

MARIO TAMA | AFP

Valmor Saraiva Racorti - Vanderlei de Lima - publicado em 27/02/22 - atualizado em 27/02/22

Há dois pontos a serem considerados: um é sobre a ação policial e o outro diz respeito aos alunos e demais funcionários de uma escola (ou de outro local) invadida

Há poucos dias, três escolas de Campinas receberam ameaças de que ocorreria uma chacina em seu interior. A Polícia foi comunicada e intensificou o patrulhamento no entorno dessas instituições de ensino. Ora, o caso é sério e requer algumas ponderações. 

Como ponto preliminar, devemos afastar a hipótese de uma “chacina comum”, semelhante àquela promovida por criminosos num possível acerto de contas com alguém que burlou suas regras, bem como a de um boato ou fake news para causar alarme inútil. Neste artigo, pensaremos na possibilidade de um ataque ativo, provavelmente de um psicopata, a agir de modo solitário ou grupal. Embora, não queiramos, com isso, de modo algum, afirmar que todo causador de um ataque desses seja necessariamente psicopata.

Psicopatas

Pois bem, os psicopatas são pessoas frias e perversas e estão divididos em graus leve, moderado e severo. Ainda que o modo de agir (modus operandi) varie de um grau para outro, todos deixam rastros de destruição por onde passam. São predadores natos de quem lhes cruzar o caminho. Tentar estabelecer vínculo afetivo com eles é prejuízo certo! Mais: enquanto os psicopatas de grau leve e moderado, apesar de sua maldade inata, não sujam as mãos de sangue, os de grau severo matam com requintes de crueldade – esta é uma de suas grandes marcas –, em série (serial killers) ou não e, às vezes, são também assassinos em massa (matam a muitos em pouco tempo em escolas, shoppings etc.). 

Tal ato é definido, hoje, pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) como ataque ativo. Refere-se a um indivíduo ativamente envolvido em matar ou tentar matar pessoas numa área confinada e povoada. Na maioria dos casos, o atacante ativo usa armas de fogo, mas pode se valer também de facas, explosivos, veículos etc. e tem, via de regra, uma ligação com o local atacado. Na escola, por exemplo, ele pode ser um aluno, ex-aluno, funcionário ou ex-funcionário. Diante disso, precisamos estar muito atentos, pois se for psicopata, ator por excelência, quase nunca dará indícios do que fará ou sequer deixará rastros do que já fez. É um dissimulado clássico. Engana a quase todos, incluindo médicos, policiais etc. Daí ser difícil, mas não impossível, antecipar-se às suas más ações.

Que fazer?

Isso posto, pergunta-se: Que fazer? – Há, a nosso ver, dois pontos a serem, por ora, considerados: um é sobre a ação policial e o outro diz respeito aos alunos e demais funcionários de uma escola (ou de outro local) invadida pelo autor de um ataque ativo.

Quando a Polícia chegar, há de ter presente as seguintes medidas nesta ordem: entrar no prédio, localizar o causador do incidente, fazer cessar a sua injusta agressão, socorrer os feridos e, de modo prudente, evacuar o imóvel a fim de evitar que algum eventual ajudante do causador do ataque escape disfarçado de vítima. Importa ainda que as pessoas presentes no local obedeçam às ordens dos profissionais da segurança pública a fim de, com isso, facilitarem as coisas. Tentar demonstrar, nessas horas, que sabem melhor do que eles só complica mais a já dramática situação.

Quanto aos alunos e demais funcionários da escola, o procedimento – ante o autor de um ataque ativo – é evitar, esconder-se e defender-se. Vejamos cada um: Evitar o encontro com o autor do ataque, fugindo para um lado contrário ao dele. Aqui importa, é claro, conhecer bem o prédio em que você está. Esconder-se, se for preciso, onde e como puder. Formar uma grande barreira na porta do cômodo, apagar as luzes, ficar em silêncio. Defender-se, se for necessário, com os meios que tiver à disposição. Isso, além do efeito físico, desestabilizará a mente programada do agressor. Sim, caso fique parado, você poderá morrer, caso se defenda, terá uma chance de viver. 

Por fim, se possível, já fora de perigo, disque 190 (Polícia Militar) e passe o local exato da ocorrência e as características do atirador.

Fiquemos muito atentos, sem pânico, mas em alerta!

Tags:
EducaçãoFilhosPsicologiaViolência
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