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Filme brasileiro gera indignação e críticas por apologia à pedofilia

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r.classen - Shutterstock

Ricardo Sanches - publicado em 15/03/22 - atualizado em 15/03/22

Ministério da Justiça notificou as plataformas de streaming para não exibirem mais o filme "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola"

Um trecho do filme brasileiro “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” foi amplamente divulgado na internet nos últimos dias e teve repercussão negativa.

O longa é de 2017, mas só recentemente entrou para os catálogos das plataformas de streaming. Trata-se da história de dois amigos que têm dificuldades para seguir as regras da escola em que estudam. Eles acabam encontrando um diário que os ensina a criar o caos no colégio.

Na cena que foi o maior alvo das críticas, o inspetor – interpretado pelo ator Fábio Porchat – pede aos dois garotos que encerrem uma discussão e que o masturbem, a fim de que não sejam prejudicados na escola.

Ao jornal O Globo, Porchat declarou: “Quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado. Às vezes, é duro de assistir”.

“Sigo rindo”

O longa“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” é baseado em um livro de Danilo Gentili e tem a produção do próprio comediante. No Twitter, ele comentou:

“O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”.

Remoção do filme

Na terça-feira, 15 de março, o Ministério da Justiça determinou a remoção do filme das plataformas de streaming.

O despacho impõe multa de R$ 50 mil caso a disponilização, exibição e oferta do filme não sejam interrompidas no prazo de cinco dias.

Cena desaconselhável

A psicóloga Manoela de Oliveira Lainetti, que atende crianças e adolescentes vítimas de violências e em situação de risco pessoal e social, analisou o trecho do filme que gerou indignação e protestos na internet. Em entrevista ao Uol, ela afirmou que se trata de uma cena “desaconselhável em qualquer circunstância”.

“A cena pode confundir uma criança no entendimento do que é violência porque normaliza a questão. E isso se torna mais complexo quando é protagonizada por pessoas que são formadoras de opinião, que são ídolos de muitas pessoas”, explicou a especialista.

Tags:
Abusos SexuaisCinemapedofiliaViolência
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