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Polônia: brasileiros da Comunidade Shalom abrigam refugiados da Ucrânia

Refugiados da Ucrânia na Polônia

Susana Menéndez

Francisco Vêneto - publicado em 29/03/22

Missionários brasileiros em Cracóvia: "Queremos ficar, cuidar e amar essas pessoas"

Brasileiros da Comunidade Shalom na Polônia estão abrigando refugiados da Ucrânia na própria casa da instituição missionária em Cracóvia.

Danielle Correia, de 29 anos, responsável pela missão na cidade polonesa, contou à agência de notícias ACI Digital que a casa foi alugada há pouco tempo e serve como residência local para seis missionários, que, agora, a estão dividindo com os refugiados de guerra.

Ela conta que cerca de 60 refugiados já passaram pela residência e que “todos os dias chegam pessoas” em busca do abrigo provisório. Segundo Danielle, “a Cáritas está dando todo o suporte de contatos, moradia, alimentação, e nós cuidamos do espiritual, porque não é só dar um pão material, mas o pão espiritual também e a presença em meio à solidão, ao medo”.

Ela considera que foi “providência de Deus” o fato de que a Comunidade Shalom mudou de residência justamente no auge da chegada dos refugiados:

“A semana em que nos mudamos foi a semana da multidão de refugiados que vinha da Ucrânia. Então, hoje, metade dessa casa é nossa, da Shalom, e a outra metade dos ucranianos. Costumo dizer que a nossa casa é deles e a casa deles é nossa, porque é uma mesma estrutura separada por um corredor”.

Danielle, que é de João Pessoa e vive na Polônia há quatro anos, relata que “quase todos aqui passaram por situação de guerra mesmo, dos bombardeios, alarmes, em cidades hoje devastadas”. Não obstante, “o que vemos é um povo esperançoso pela pátria, que quer voltar”.

A própria Danielle, no entanto, diz que não pensa em retornar ao Brasil: “A palavra de Deus fala em chorar com os que choram, sofrer com os que sofrem. Essa é a nossa alegria: chorar com os que choram, sofrer com os que sofrem. Isso tem sido muito concreto e dá sentido à vida missionária”.

O mesmo, diz ela, se aplica aos demais missionários do grupo em Cracóvia: “Queremos ficar, cuidar e amar essas pessoas”.

Mais de 3,7 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde 24 de fevereiro, data da invasão russa, conforme dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e mais de 2 milhões desse total se dirigiu à Polônia.

A Igreja Católica na Ucrânia e na Polônia está fortemente mobilizada para amparar os refugiados. Entre os dois países, mais de mil conventos estão prestando apoio concreto às vítimas desta guerra absurda.

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