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Um passeio até um refúgio espiritual perto de Cannes

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Courtesy of Abbaye de Lérins

Alice Alech - publicado em 14/04/22

Localizada na Riviera Francesa, Cannes é famosa por seu glamour, mas a paz e a tranquilidade estão a apenas 20 minutos de barco, na silenciosa ilha de Santo Honorato


Uma comunidade de 21 monges vive na Île Saint-Honorat (Ilha de Santo Honorato), uma ilha de tirar o fôlego no coração do Mediterrâneo. A comunidade recebe visitantes em seu patrimônio preservado, a Abadia de Lérins, do século V. Os monges, com idades entre 37 e 90 anos, provêm de diferentes origens culturais. Eles seguem a regra de São Bento, baseada na oração e no trabalho. 

ABBAYE DE LERINS
Os monges da Abadia de Lérins

Um local monástico histórico

A ilha tem apenas 1,5 km de comprimento e 400 metros de largura, mas é rica em história.

Santo Honorato chegou a esta pequena ilha em 410, com São Caprais, o seu companheiro de ermida. A ilha oferecia solidão — exatamente o que Santo Honorato queria. Eles começaram a construir um mosteiro e, logo depois, se juntaram a outros monges, formando, assim, a primeira comunidade monástica da Ilha de Santo Honorato, a segunda maior ilha de Lérin. Ela está situada na costa de Cannes.

Ao longo dos anos, muitos claustros e capelas foram construídos. Hoje a ilha contém sete capelas, algumas voltadas para o mar e outras para o interior.

A majestosa torre do mosteiro edificado na margem sul, um dos destaques da ilha, foi construída em etapas, levando mais de três séculos para ser totalmente concluída. 

A ilha sofreu ataques e expulsões ao longo dos séculos e foi até fechada pouco antes da Revolução Francesa, em 1787. Ainda existem dois fornos quentes para aquecer balas de canhão – uma lembrança sombria das guerras napoleônicas, quando as baías francesas tiveram que ser protegidas.

Em 1859, o bispo de Fréjus comprou a ilha do Estado e doou-a aos monges cistercienses.

A vinicultura

Os monges cuidam dos seus oito hectares de vinha, que usufruem de condições climáticas e solo ideais para a vinicultura. Respeitar a natureza é vital, e tudo o que é produzido na ilha é baseado em uma abordagem sustentável. 

O Irmão Marie, o mestre da adega, explicou:  

“Aqui, quase não temos inverno. Temos 220 dias de sol por ano e um solo que é uma mistura de argila e calcário; é ideal para armazenar água e manter as vinhas frescas.”

A maior parte do vinho produzido no local vai para o Japão, França e Bélgica.

abbaye de serins
Irmão Marie, o chefe da adega.

Os monges também fazem três tipos diferentes de licores e azeites extra-virgens obtidos de 150 oliveiras, a maioria centenárias.  

Conscientes da necessidade de um planeta mais sustentável, os monges embarcaram em um novo projeto – agricultura de permacultura para o cultivo de vegetais.

O Irmão Marie explicou que a ilha recebe água das montanhas acima de Cannes graças a uma tubulação subterrânea, uma vantagem definitiva para este empreendimento.

Um retiro em Santo Honorato

Santo Honorato oferece um lugar convidativo para passar alguns dias longe do estresse e da tensão da vida cotidiana, da sobrecarga de trabalho e do barulho. A serenidade e a paz proporcionam um tempo para refletir e se reconectar com Deus. 

Evelyne Cassou, que oferece seus serviços voluntários na Abadia há 15 anos, ajuda os monges a receber os visitantes. Ela observa:

“Acolhemos todos os tipos de pessoas aqui; muitos vêm com suas tristezas, outros com alegrias. Na recepção, somos seu primeiro contato físico com a Abadia, é nossa responsabilidade ouvir suas necessidades.”

A ilha de Santo Honorato é o local perfeito para relaxar, com caminhadas ao ar livre enquanto é possível admirar as muitas praias rochosas e riachos. Árvores e flores cercam a igreja principal em um belo cenário mediterrâneo, mas o interior da igreja permanece simples.

abbaye de serins
Entrada da Abadia de Lérins

Os visitantes podem compartilhar momentos de oração com a comunidade ao longo do dia: desde as Laudes, no início do dia, até as Completas à noite. É possível também participar da Missa no meio da manhã.

Os visitantes observam o silêncio na hora das refeições e ajudam nas tarefas domésticas com “simplicidade e alegria”.

Evelyne Cassou, que é voluntária no local, diz que tem sorte de passar algumas semanas por ano na abadia. 

“É parte do meu caminho, minha evolução”, disse ela.

“Tenho a sensação de crescer, de desabrochar espiritualmente em contato com a Abadia cada vez que estou na ilha. Tenho muito prazer em ver os visitantes saírem tranquilos e felizes com sua estadia. Eu sei, então, que estou no meu lugar”, conclui.

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