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5 antídotos para a inveja

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Mathilde de Robien - publicado em 21/04/22

Inveja, cobiça, ciúmes... Tantos desejos que por vezes habitam o coração e o conduzem a uma prisão mortificante. Aqui estão cinco maneiras de passar da inveja à alegria do amor

Existem pensamentos e palavras comuns, quase banais, que expressam um sentimento de ciúme mais ou menos pronunciado. Catherine Aubin, uma dominicana de Montreal e autora do recente livro Mourir d’envie ou vivre d’amour? (Editora Artège) descreve a inveja como uma doença espiritual e sugere muitas formas de passar da “escravidão da inveja” à “alegria e liberdade da autorrealização”.

É urgente, segundo ela, reconhecer a devastação causada pela inveja (ódio a si próprio, tristeza, desejo de vingança…), fechar as portas do nosso coração à mentira, à comparação e ao orgulho e abrir outros, “luminosos e construtivos”, que são todos antídotos para o ciúme.

Amar-se e saber que se é incondicionalmente amado por Deus são poderosos antídotos contra a inveja. Se aceitarmos a ideia de que cada pessoa é única, então não há motivo para invejar ninguém. “Cada pessoa nascida neste mundo representa algo novo, algo que não existia antes, algo original e único. É tarefa de cada pessoa apreciar que ele ou ela é único neste mundo no seu próprio caráter especial e que nunca houve ninguém como ele ou ela”, escreveu o filósofo Martin Buber.

O desafio é aceitar o nosso lugar, a nossa singularidade, e consequentemente discernir a nossa própria missão e fecundidade. “Tal como as impressões digitais dos nossos dedos são únicas no mundo, o que somos é insubstituível e indispensável para a humanidade. Pois o que o Senhor nos pedirá na eternidade é isto: Por que razão foi Penélope e não Catherine?

2. ABENÇOAR

Abençoar, do latim benedicere, significa “falar bem de”. Não será outro antídoto para a inveja e o ciúme do que mudar a forma como olhamos para as pessoas e as coisas à nossa volta? Saber reconhecer e olhar para os dons de Deus? Para tal, é uma questão de abandonar o nosso olhar invejoso, e adquirir um olhar saudável, que veja o bem, o melhor, ou as potencialidades em cada ser, em cada coisa, em cada evento. “É uma questão de oferecer os nossos próprios olhos a Cristo para que Ele possa vir e olhar através de nós, em nós”, diz Catherine Aubin. Neste sentido, São João Clímaco convida-nos a glorificar o Criador à vista de uma bela mulher, por exemplo, em vez de cobiçar o seu corpo ou ter ciúmes da sua beleza.

“Olhar e abençoar ao mesmo tempo faz-nos entrar noutra perspectiva, e provoca uma dilatação do coração. Os olhos iluminam-se, tornam-se bons com a bondade do Senhor, e dão vida aos tristes e aos indefesos. Deus criou tudo para ser abençoado. Todos são, portanto, chamados a abençoar o que lhes é oferecido, em vez de tomarem as coisas como garantidas. Nesta perspectiva, a vida quotidiana torna-se uma fonte de admiração e gratidão.

3. ADMIRAR

Admirar é também um bom antídoto para a inveja. Para Catherine Aubin, o ato de admirar requer uma decisão de “envolver-se no bem maior”. Significa ignorar uma situação que nos parece injusta para nos concentrarmos num bem mais além, em algo que está para além de nós. Por exemplo, em vez de ter inveja das competências de um colega, está a decidir admirá-las. Uma experiência que é uma fonte de grande liberdade. “Saber admirar liberta-nos do ego, do egoísmo, do egocentrismo. No ato de admiração, há uma espécie de apreensão do ser no seu coração. Admirar é deixar-se levar pela beleza.

4. GRATIDÃO

A insatisfação eterna leva rapidamente à inveja e à cobiça. Quantas vezes nos encontramos “nunca felizes”: receber um presente mas não estar totalmente satisfeitos porque teríamos gostado de um presente maior, ou um diferente, ou um dado em circunstâncias diferentes? “A nossa cobiça concentra-se frequentemente em tudo”, diz Catherine Aubin. Querendo tudo, de imediato. “Um fascínio pela posse de tudo o que nos faz esquecer o que já lá está, o que nos é oferecido todos os dias. Pelo contrário, mergulhar na gratidão é reconhecer os dons de Deus, “a generosidade e abundância oferecidas na vida quotidiana”. É uma experiência que nos abre à presença e ao amor de Deus pelas suas criaturas.

5. ABERTURA À CARIDADE

Amar como Deus ama é uma forma de remover todos os vestígios de ciúmes. “Só a caridade pode quebrar o mal e o desejo perverso que nos faz invejar e cobiçar. Amar desta forma é deixar de perseguir sonhos egocêntricos, aprender a aceitar o outro como ele ou ela é, diferente mas complementar, e estar ao seu serviço. Com efeito, o verdadeiro amor, tal como definido por São Paulo no seu hino à caridade, “não inveja” (1 Cor 13).

Uma caridade que também se aplica aos nossos inimigos, àqueles que lançam uma sombra sobre nós. Quando a inveja surge, Catherine Aubin convida-nos a abençoar os nossos vizinhos, repetindo em cada oportunidade estas palavras: “Que o Senhor vos abençoe e vos guarde, que o Senhor vos revele o seu rosto e vos dê a sua paz”.

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