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Padre Robson se diz “vítima de uma agressão absurda” e perdoa seus acusadores

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Padre Robson de Oliveira | Facebook (Captura de Tela)

Francisco Vêneto - publicado em 22/04/22 - atualizado em 28/06/22

Em vídeo inédito após arquivamento do processo, o padre fala do conteúdo das acusações

O padre Robson de Oliveira se declarou “vítima de uma agressão absurda” e afirmou que perdoa os seus acusadores.

Ele se manifestou publicamente pela primeira vez desde o arquivamento definitivo, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), do processo em que era acusado de organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro doado por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que ele próprio havia fundado e presidia na ocasião das denúncias. O padre também era reitor do Santuário do Divino Pai Eterno em Trindade, GO. Ele se afastou de todas essas funções durante as investigações. Seu processo foi arquivado definitivamente neste 18 de abril.

Em vídeo veiculado neste dia 21 de abril por meio das redes sociais, o sacerdote redentorista declara:

“O silêncio que mantive até agora foi por obediência ao meu superior religioso, que assim achou que deveria ser. Sendo assim, resignado, aguentei calado todas as diversas formas de investidas contra mim”.

Ele prossegue:

“Há exatamente um ano e oito meses, fui vítima de uma agressão absurda, sem tamanho. Presenciei minha casa sendo invadida da pior maneira que se pode imaginar”.

O sacerdote acrescenta que não sabia das investigações em andamento, mas considera que a imprensa “tinha sido convocada havia dias para aquele momento”. Ele também ressalta que “insistiram em repetir aquelas injustas acusações e a divulgar inclusive fake [news], inverdades, montagens desconectadas totalmente da realidade”, muito embora a justiça tivesse “reconhecido por unanimidade” que não havia sido comprovado nenhum crime na sua gestão da associação.

A propósito de áudios vazados pela imprensa nos quais o sacerdote supostamente tratava de uma propina de 1,5 milhão de reais a desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, o padre Robson afirma que as tecnologias atuais permitem editar e falsificar esse tipo de mídia:

“Imagina o que podem fazer com uma pessoa que tem mais de 45 mil horas de fala disponível na internet, como é o meu caso? Foram feitas diversas simulações emendando palavras e frases que eu nunca disse, criando um contexto que era conveniente, isto é, para que pudessem me difamar, me expor e até mesmo me intimidar”.

O padre Robson destaca ainda que as notícias a seu respeito “sempre saíam antes das principais decisões do judiciário”. E complementa:

“Ficou muito claro que o intuito era induzir o pensamento das pessoas e fazer pressão nas decisões. Não conseguiram mudar o rumo da justiça, que se manteve isenta em seus procedimentos”.

A respeito do volume de bens sob sua gestão, o padre Robson declarou não possuir nada em seu nome e reiterou que todo o montante que administrou “era e continua sendo da Afipe”:

“Saber investir de maneira inteligente e criativa, bem assessorada, pelo benefício e crescimento de uma obra como esta é saber usar bem os talentos confiados por Deus, e não enterrá-los com mediocridade (…) Isso nunca foi crime”.

O padre Robson afirma que a perseguição de que foi vítima chegou “ao nível da baixaria, misturado com mentiras e desonestidades nas informações”.

Ele finaliza o vídeo declarando rezar pelos seus acusadores e afirma que os perdoa “com toda a convicção do Evangelho”.

Tags:
BrasilDinheiroJustiçaPadres
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