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O fim do uso da máscara e a síndrome do rosto vazio

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Ricardo Sanches - publicado em 25/04/22

Especialistas alertam para condição psicológica que surgiu após o fim da obrigatoriedade desse "escudo de proteção"

Nos últimos dois anos, a humanidade acostumou-se a usar um acessório outrora necessário apenas nos ambientes do setor de saúde. A máscara, de acordo com os especialistas, foi fundamental para a prevenção da Covid-19.

Agora, com a redução significativa no número dos casos da doença e de mortes provocadas por ela, além do avanço da vacinação, seu uso foi praticamente abolido. 

A notícia configurou-se um alívio para muita gente. Entretanto, para outros, a não-obrigatoriedade do uso de máscaras causou um certo transtorno e desencadeou um conjunto de sintomas que os psicólogos e psiquiatras batizaram de “síndrome do rosto vazio”.

O que é a síndrome do rosto vazio

Ainda não existe literatura científica sobre a síndrome do rosto vazio. A condição, tampouco, consta nos anais da psicologia, apesar de ser comum no dia a dia dos consultórios e atingir, sobretudo, jovens e adolescentes.

Os psicólogos definem a síndrome do rosto vazio como uma série de sintomas provocados pela flexibilização no uso da máscara durante a pandemia. Os pacientes que desenvolvem essa condição, de acordo com os especialistas, sentem medo exgerado de não usar máscara por, pelo menos, dois motivos: 

1 – o risco do contágio;

2 – a exposição física.

Os sintomas da síndrome são parecidos com os da ansiedade, e, segundo os psicólogos, atingem mais predominantemente as pessoas que já apresentaram transtorno de ansiedade e crises de pânico. Isso, entretanto, não é uma regra. 

A condição também foi observada em pacientes que desenvolveram a fobia social por causa do isolamento ou de prolongadas quarentenas durante a pandemia.

Pessoas com problemas de autoestima e com dificuldades em lidar com a aparência física e os “defeitos” do próprio rosto também estão mais propensas a desenvolver a síndrome do rosto vazio.

Rostos vazios?

As máscaras escondem sorrisos, sofrimentos, beleza e imperfeições que, muitas vezes, só a gente vê. Para as pessoas que se acostumaram a elas e resistem em não usá-las, as máscaras são como um amuleto, uma barreira para disfarçar a vulnerabilidade num mundo em que só os fortes parecem vencer. 

Quando a máscara cai – pensam – parece cair também o poder de se camuflar, de se esconder atrás do acessório, atrás das opiniões e das entrelinhas das tramas sociais.

Mas ninguém é vazio. Nenhum rosto é vazio. Pelo contrário: nosso rosto reflete a nossa alma, o nosso conteúdo, a nossa empatia, as nossas fraquezas, os nossos defeitos e as dificuldades que nos tornam humanamente únicos e admiráveis. 

O medo, seja do contágio ou da exposição física, pode paralisar as pessoas e comprometer a fé. Além disso, essa paralisia priva indivíduos do convívio social e do compartilhamento das idiossincrasias e daquilo que cada um tem de melhor (e – acredite – todos temos muitas coisas boas). O medo barra a partilha, a inspiração, a vida em sua plenitude. 

Como enfrentar

Os psicólogos e psiquiatras lembram que ainda não existem protocolos para o diagnóstico e tratamento da síndrome do rosto vazio. 

Entretanto, como se trata de uma condição semelhante à ansiedade e às fobias, o principal conselho é: enfrentar. Porém, eles alertam que esse enfrentamento deve ser gradual. Na prática, isso significa começar a ficar sem máscara nos ambientes considerados “seguros” e por pouco tempo. Depois, é preciso ir aumentando paulatinamente. 

Para os pacientes que sentem medo por causa do contágio, o conselho é acompanhar as notícias científicas sobre os riscos da transmissão dos vírus e se a máscara podem barrá-los ou não.

Já para os que veem na máscara um escudo de proteção ou uma barreira para esconder “defeitos e imperfeições”, a saída é um trabalho mais profundo no que se refere à autoaceitação.

Em todos os casos, procurar ajuda profissional é de extrema importância. 

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