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José de Anchieta: dramaturgo, gramático, poeta e missionário

estátua de José de Anchieta com um pássaro sobre a cabeça

Shutterstock

Hozana - publicado em 09/06/22

José de Anchieta foi um defensor dos indígenas e participou diretamente da fundação da maior cidade do Brasil

José de Anchieta Nasceu em 19 de março de 1534, em Tenerife, Arquipélago das Canárias. Foi batizado na catedral San Cristóbal de La Laguna/Espanha, onde ainda hoje está uma pia de calcário vermelho que, provavelmente, foi usada em seu batismo. Anchieta viveu com sua família até seus 14 anos de idade. Ao completar esta idade viajou com seu irmão mais velho, para Coimbra, em Portugal, para estudar filosofia. No entanto interrompeu o curso pois ficou seriamente doente com tuberculose nos ossos, sendo aconselhado a mudar para o Brasil, sendo escolhido para as missões nestas terras, juntamente com um grupo de religiosos. Integrou a frota de Duarte da Costa. Chegou ao Brasil depois de 60 dias de viagem, fixando-se depois de três meses em Salvador, na capitania de São Vicente. 

Como missionário abriu caminho para os sertões inexplorados, aprendendo a língua Tupi, catequizando e ensinando latim para os índios. Já nessa época escrevia peças teatrais, apresentou o presépio para os indígenas e participou da fundação da cidade de São Paulo. E a data de fundação da cidade têm origem em carta de José de Anchieta redigida no dia da conversão de São Paulo, em 25/01, aos seus superiores da Companhia de Jesus, informando sobra a realização da 1ª missa no Brasil. 

José de Anchieta, defensor dos indígenas

Defendia os indígenas contra os abusos dos colonizadores portugueses, que queriam escraviza-los, tomar suas terras, esposa e filhos. Em missão para o preparo do armistício com os Tupinambás de Ubatuba, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas. Para tanto, ofereceu-se como refém dos índios, enquanto seu superior, Padre Manuel da Nóbrega, retornava a São Vicente para ultimar as negociações de paz. Durante este tempo, entre os indígenas, compôs um de seus mais famosos poemas, A Virgem. Segundo tradição teria escrito nas areias da praia, memorizando-o, para depois passá-lo para o papel. Diz-se que, nestes tempos, chegou a levitar, produzindo terror entre os indígenas, que o chamavam de feiticeiro. 

Na baia da Guanabara lutou contra os franceses. Dirigiu o colégio Jesuíta no Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Tornou-se sacerdote aos 32 anos de idade. Fundou também o povoado de Reritiba, atual Espírito Santo. Foi nomeado provincial da Companhia de Jesus, no Brasil. Exerceu este cargo por 10 anos. Seu último cargo foi como diretor do Colégio dos Jesuítas em Vitória do Espírito Santo. Em 1595 obteve dispensa de suas funções e recolheu-se definitivamente em Reritiba, onde veio a falecer, em 09/06/1597. 

Poeta e gramático

Considerado como Apóstolo do Brasil, o apostolado não o impediu de cultivar as letras, compondo seus textos em 4 línguas, português, castelhano, latim e tupi. Duas de suas principais obras foram publicadas ainda durante sua vida. “Os feitos de Mem de Sá”, impressa em Coimbra, primeiro poema épico das Américas e primeira obra de Anchieta publicada; e “Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil”. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua Tupi. A catequese influenciou seu teatro e sua poesia. Sua vasta obra só foi totalmente publicada na segunda metade do Século XX.

Sua santificação demorou 417 anos. O processo foi iniciado em 1617, e só foi concluído em 1980. Foi beatificado com somente um milagre, quando originalmente são necessários dois depoimentos. A cura do filho de uma das testemunhas de seu processo de beatificação. Todos o tinham como santo, sendo considerado o terceiro santo do Brasil, mesmo não sendo nativo, junto com Madre Paulina e Frei Galvão. 

Dramaturgo, gramático, poeta, missionário foi considerado santo pela sua obra no Brasil. 

Para conhecer e rezar com a belíssima história do apóstolo do Brasil, participe da novena: Em oração com São José de Anchietano Hozana.  

Rubens Moraes, pelo Hozana

Tags:
BrasilMissionáriosSantos
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