Aleteia logoAleteia logoAleteia
Terça-feira 27 Fevereiro |
Aleteia logo
Histórias Inspiradoras
separateurCreated with Sketch.

O bebê deles não viveria muito tempo e Bento XVI pediu-lhes para compartilhar sua história de fé

Este artigo é exclusivo para os membros de Aleteia Premium
Screenshot-2022-07-05-2.43.06-PM.png

Jordan Allott

Theresa Civantos Barber - publicado em 08/07/22

Durante o pré-natal, Maria e Joe receberam o diagnóstico: se o bebê sobrevivesse ao parto, seria por poucas horas. E foi a fé profunda que os sustentou quando eles tiveram que enfrentar o pior medo de todos os pais

Antes de acontecer com ela, Maria nunca conheceu alguém cujo bebê tinha tido um diagnóstico fatal antes de nascer.

Maria e Joe Keller são um casal extraordinário em qualquer medida. Ela é da Espanha e ele dos EUA. Os dois se conheceram quando ela estava visitando a família dele como estudante de intercâmbio. Eles tiveram um lindo romance antes de se estabelecerem perto de Chicago para criar seus sete filhos.

Maria e Joe também são um casal de fé forte. Maria é a terceira geração de sua família a receber formação do Opus Dei, e sua família é fielmente católica há gerações.

É essa “fé profunda” que sustentou Maria Joe quando eles enfrentaram o pior medo de todos os pais.  

A gravidez do quarto filho

No início de 2011, Joe e Maria ficaram muito felizes ao descobrir que estavam esperando o quarto filho. Mas, durante um ultrassom pré-natal de rotina, o bebê James Nicholas foi diagnosticado com Osteogênese Imperfeita Tipo 2, uma condição rara e fatal caracterizada pela fragilidade dos ossos, que se quebram com muita facilidade.

Os médicos avisaram que o amado garotinho não viveria por muito tempo, se é sobreviveria ao parto.

Maria compartilhou com a Aleteia como ela se voltou a Deus para enfrentar a dor esmagadora de seu diagnóstico:

“Fiz um retiro uma semana após o diagnóstico e, enquanto rezávamos a Via Sacra, refleti sobre quando Simão de Cirene ajudou Jesus. Foi um consolo incrível ver o Filho de Deus, o próprio Deus, cambaleando sob a cruz, esmagado sob a cruz, e os soldados tendo que forçar alguém a carregá-la, porque ele não conseguia dar um passo à frente.”

Ela percebeu, naquele momento, que não teria que carregar sua cruz sozinha. 

“Eu pensei: ‘É isso que eu preciso, eu preciso que Deus seja meu Simão’. Isso se tornou meu grito de guerra. Eu disse a Nosso Senhor: ‘Sê meu Simão, ajuda-me com esta cruz. Eu não posso fazer isso, isso está me esmagando.’ E Ele sempre, sempre me ajudou e ajuda.” 

Mendigos de oração

Maria e Joe começaram a pedir a todos que encontravam que rezassem por seu filhinho. “Nós nos tornamos o que eu gosto de chamar de mendigos de oração”, disse ela. 

Esse simples ato de pedir orações tornou-se uma maneira gentil com que o pequeno James Nicholas mudou muitas vidas para melhor. Disse Maria:

“Quando você pede orações ao carteiro e ao balconista do supermercado, e pede a todos que rezem por um milagre, ninguém diz: ‘Não, eu não rezo, não acredito em milagres’. Todos dizem: ‘Sim, eu vou orar, vou fazer o que você me pediu’. Nosso filho, em sua curta vida, causou um profundo impacto. Ele tinha tantas pessoas orando por ele, mesmo que fosse a primeira ou a única vez que as pessoas rezaram em suas vidas.”

Uma carta do Papa

A família pediu orações ao prelado do Opus Dei e ao próprio Papa. E para a surpresa deles, o Papa respondeu. 

Sim, o então Papa Bento XVI enviou uma carta aos Kellers no último dia de seu pontificado. Ele lhes prometeu suas orações e os encorajou a compartilhar sua história, dizendo que o mundo precisava de testemunhos como este, de pais que amam seus filhos em qualquer circunstância.

“Eu entendo por que chamamos o Papa de Santo Padre, porque ele realmente ama com um coração paternal. Tivemos muito consolo, paz e alegria sabendo que ele estava rezando por nós”, disse Maria.

O “exército” de familiares, amigos e completos estranhos invadindo o céu com orações pelo bebê James ajudou o casal a superar a gravidez e o nascimento. “Foi um momento muito difícil, mas também muito cheio de graça”, lembrou Maria. 

Ela também recebeu apoio do Be Not Afraid , um grupo de extensão que apoia os pais em diagnósticos pré-natais difíceis

“A única coisa que ele experimentou foi o amor”

O pequeno James nasceu em 30 de agosto de 2011 e morreu no dia seguinte. Ele viveu apenas 30 horas, mas essas horas mudaram a vida de muitas pessoas. 

 “A única coisa que esse garotinho experimentou foi amor, uma tonelada de amor. Cada momento de sua vida foi preenchido com o amor de uma vida inteira”, lembra Maria.

James ajudou muitas pessoas a perceberem como a vida é curta e incomensuravelmente preciosa.

“Temos pouco tempo com nossos filhos. Toda criança é um presente de Deus, toda criança é uma bênção. Ame-os e crie-os para que você possa estar com eles para sempre no céu, porque isso é a única coisa que importa”, aconselha a mãe de James.

Este artigo é exclusivo para os membros Aleteia Premium

Já é membro(a)? Por favor,

Grátis! - Sem compromisso
Você pode cancelar a qualquer momento

1.

Acesso ilimitado ao conteúdo Premium de Aleteia

2.

Acesso exclusivo à nossa rede de centenas de mosteiros que irão rezar por suas intenções

3.

Acesso exclusivo ao boletim Direto do Vaticano

4.

Acesso exclusivo à nossa Resenha de Imprensa internacional

5.

Acesso exclusivo à nova área de comentários

6.

Anúncios limitados

Apoie o jornalismo que promove os valores católicos
Apoie o jornalismo que promove os valores católicos
Tags:
BebêsGravidezMortepais
Top 10
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia