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Espiritualidade
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Nossa Senhora do Carmo nos deu seu “cheirinho” pelo santo escapulário

The scapular of Our Lady of Carmel

© Jeffrey Bruno / ALETEIA

Imagem ilustrativa

Padre Reginaldo Manzotti - publicado em 12/07/22

Através do escapulário ela quer que nós, quando nos sentirmos amedrontados e ameaçados, nos apeguemos a esse sinal, pedindo: “Socorra-me, Mãe". E qual mãe não atende a um filho?

É com grande alegria que, neste mês, festejamos Nossa Senhora do Carmo, Mãe do Santo Escapulário.  “Carmo” vem do Monte Carmelo e é citada com muita clareza no Antigo Testamento, quando o profeta Elias subiu esse Monte e lá rezou e suplicou pela chuva, para cessar a grande cega que os assolava. Na sétima vez que o servo foi ao topo, avistou uma pequena nuvem no horizonte, e mandou dizer ao Rei Acab que atrelasse os cavalos no carro e descesse para que a chuva não o detivesse (cf. 1Rs 18,41-46).  

Lá começa a espiritualidade, uma nuvenzinha do tamanho de uma mão humana que para muitos não significaria nada, mas para Elias que tinha fé, era Deus agindo. Muito cedo na patrística, os santos padres viram naquela cena a Virgem Maria. Para o povo de Israel, naquela ocasião veio a chuva depois de uma grande cega e, sobre Maria, a pequena nuvenzinha de Deus também ocasionou a maior de todas as chuvas, água viva trazida por Jesus Cristo, o Bendito fruto do Seu ventre.  

Dificuldades e perseguições

Depois o Monte Carmelo foi meio esquecido, apesar de ser sempre um lugar de visitação, de recolhimento, de contemplação e o lugar do grande profeta Elias. Até que no século XII, tempo das Cruzadas na Idade Média, chegou ao Monte um grupo de eremitas, que lá se dedicaram à oração no recolhimento, num estilo de vida humilde e simples. Eles construíram uma pequena capela em homenagem à Nossa Senhora já no primeiro século. 

Devido a perseguição aos cristãos na Terra Santa, e para fugir dos mulçumanos, o grupo de eremitas que vivia no Monte Carmelo foi obrigado a buscar refúgio na Europa. Ao chegarem na Inglaterra, encontraram Simão Stock, que também era eremita e se juntou a eles. 

Outras dificuldades e perseguições externas e internas vieram. Simão Stock suplicou à Virgem Maria um sinal de proteção contra os inimigos da fé. Eis que, no momento de prece, eleteve uma visão de Nossa Senhora, que lhe deu um escapulário como promessa e sinal de proteção para todos aqueles que o usassem: “Ela lhe disse: ‘Recebe, filho amado, este escapulário de tua Ordem, como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para os filhos do Carmelo. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna!’”.  

A partir dali a Ordem dos Carmelitas, que corria o risco de se extinguir, se fortaleceu e se propagou pelo mundo inteiro. Muitos importantes santos tiveram a espiritualidade carmelita, entre eles: Santa Teresa d’Ávila, Santa Teresa de Lisieux, Santa Teresa Benedita da Cruz e São João da Cruz. 

Escapulário, um sinal

O santo escapulário é um sinal, a nuvenzinha para quem tem fé. É um pedaço do manto de Maria. Um sinal da mãe. Quantas crianças têm seu cheirinho, um paninho para dormir que, todos sabemos pela psicologia atual, é um porto seguro dos pequenos. É o cheiro da mãe, do berço, do aconchego, da confiança. Eu gosto de pensar que Nossa Senhora do Carmo nos deu seu cheirinho pelo santo escapulário, para que todos nós, quando nos sentirmos amedrontados e ameaçados, nos apeguemos a esse sinal pedindo: “Socorra-me Mãe. Sede-me propicia Mãe”. Me diga qual mãe não atende a um filho? Qual mãe não o socorre? Imagine Nossa Senhora. 

Gosto de pensar assim, mas sei das implicações do uso do escapulário. Qualquer que seja a forma ou material, deve ter de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo e do outro o Sagrado Coração de Jesus, para nos colocar no mistério de Nossa Senhora em Jesus Cristo. Exatamente para mostrar essa devoção a Cristo, por Maria. 

O Escapulário é um sacramental, vem da palavra escapula, que também se refere para ser usado no pescoço. Nos lembra que é uma proteção, mas também um avental. É revestir-se para servir. São duas dimensões de uma mesma realidade: de um lado a Mãe que protege e, do outro, lembra sempre o eco daquilo que Nossa Senhora disse nas Bodas de Caná: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5).  

Então, usemos esse avental para servir a Deus, a Igreja e aos mais pobres. Para fazer como fez Maria: em tudo a vontade do Senhor.  

Tags:
DevoçãoNossa SenhoraSacramentais
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