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O dramático pedido de socorro de um padre após a polícia invadir uma capela na Nicarágua

NICARAGUA

Diócesis Media - Parroquia Divina Misericordia - Sébaco

Pablo Cesio - Reportagem local - publicado em 03/08/22 - atualizado em 03/08/22

Na capela funcionava uma rádio católica fechada pelo regime de Daniel Ortega; sacerdote usou as redes sociais para pedir orações e narrar os momentos de tensão

Os cruéis ataques à Igreja na Nicarágua não param. Na tarde de 1.º de agosto, membros da Direção de Operações Especiais da Polícia (DOEP) invadiram a capela Menino Jesus de Praga, pertencente à Paróquia Jesus da Divina Misericórdia, município de Sébaco.

De acordo com informações dos veículos de comunicação locais, como El Confidencial e La Prensa, a Rádio Católica operava nessa capela e é uma das sete estações de rádio da Diocese de Metagalpa que o Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios (Telcor) fechou nesta segunda-feira, 1º de agosto, alegando falta de documentação.

A história do cerco

O padre Uriel Vallejos, que permaneceu sitiado na casa paroquial anexa ao templo tomado por policiais, usou o Twitter para relatar o que estava acontecendo na igreja.

“Amigos, fiéis, venham, estou sendo cercado; a polícia violou os cadeados da capela para entrar onde as equipes [da rádio] estão e levá-las. A polícia está agredindo os fiéis que se encontram dentro da escola”, indicou numa das suas primeiras mensagens.

O Pe.Vallejos também disse ao El Confidencial que umafuncionária da Telcor, depois de notificar o fechamento da estação, queria apreender o equipamento, mas ele não permitiu. Isso fez com que a mulher voltasse com policiais de choque e paramilitares.

Os oficiais conseguiram forçar a porta, entrar no local e também dispersar a população que chegava para manifestar apoio à Igreja.

Em uma das mensagens transmitidas pelo Pe. Vallejos no Twitter, ele revela que estava no escuro porque a eletricidade da capela e da casa paroquial tinha sido cortada.

O Pe. Vallejos continuou narrando o dramático cerco dos policiais à capela, a prisão de pessoas, além de pedir socorro e orações.

Ele escreveu, por exemplo, que não conseguiu acessar a cozinha da casa paroquial, porque o local estava tomado por policiais. “Socorro! Neste momento a polícia está arrancando a porta da cozinha”, diz uma das mensagens do sacerdote.

A diocese de Metagalpa também mostrou ao vivo a movimentação e a tensão do lado de fora da capela.

Dois dias depois da invasão, o padre afirmou que continuava sitiado na casa paroquial e que os policiais ainda estavam na capela. “Não me deixem sozinho”, implorou o sacerdote.

Repúdio

As vozes de repúdio não esperaram. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu ao Estado da Nicarágua que cessasse a violência e a repressão aos cidadãos que saíram às ruas para apoiar o Pe.Vallejos.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) fez o mesmo. Por meio das redes sociais, Luis Almagro pediu ao regime de Daniel Ortega que “cesse os ataques à liberdade religiosa, à liberdade de expressão e respeite a vida e a integridade dos nicaraguenses.”

A Palavra de Deus não será calada

Quem também se manifestou após a decisão do governo da Nicarágua de fechar todas as rádios católicas administradas pela diocese de Metagalpa foi o próprio bispo, Monsenhor Rolando Álvarez.

Ele alegou que a diocese possui todas as autorizações necessárias para o funcionamento das rádios e que os papéis foram apresentados para o governo em 2016.

O Monsenhor Álvarez postou: “Todas as nossas estações de rádio foram fechadas. Mas a Palavra de Deus eles não vão silenciar”.

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ditaduraIdeologiaIgrejaPerseguiçãoViolência
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