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Nova técnica aponta que o Sudário de Turim tem 2 mil anos

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Reprodução/Exposição "O Homem do Sudário"

Bérengère de Portzamparc - publicado em 04/08/22

Graças à técnica de datação chamada WAXS, um grupo de cientistas italianos afirma que o Santo Sudário é da mesma época da morte e ressurreição de Jesus

Uma nova técnica de datação por raios-X confirmou que o Sudário de Turim está de acordo com a tradição cristã, já que sua datação remonta ao tempo da Paixão de Cristo.

É o que emerge do estudo X-ray dating of a linen sample from the Shroud of Turin (Datação por raios-X de uma amostra de linho do Sudário de Turim). A pesquisa foi conduzida pelo cientista italiano Liberato De Caro, que é membro do Instituto de Cristalografia da Itália.

Acompanhado por uma equipe de pesquisadores e em colaboração com o prof. Fanti, da Universidade de Pádua, Liberato De Caro usou um método de “dispersão de raios-X de grande angular” para examinar o envelhecimento natural da celulose encontrada em um fragmento do Sudário de Turim.

E o resultado é categórico: o Sudário é muito mais antigo que os sete séculos atribuídos a ele pelos cientistas que o analisaram através do Carbono 14, em 1988. Na verdade, segundo o novo estudo, o Sudário teria 2.000 anos.

Medição do envelhecimento natural do linho

Em entrevista concedida ao National Catholic Register dois dias após a publicação do estudo, Liberato De Caro ilustrou as etapas de sua pesquisa. Ele contou que se dedica ao esforço de penetrar nos mistérios do Santo Sudário há cerca de 30 anos. E explicou:

“Desenvolvemos um método que permite medir o envelhecimento natural da celulose de linho com a ajuda de raios-X; e, em seguida, converter essa medição no cálculo do tempo decorrido desde a fabricação. Este novo método de datação, baseado em uma técnica chamada Wide Angle X-ray Scattering (WAXS), foi testado pela primeira vez em fragmentos de linho já datados com outras técnicas e com fragmentos totalmente alheios ao Sudário. Depois, a técnica foi aplicada a um fragmento do Sudário de Turim.”

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista internacional Heritage e no site Consiglio Nazionale Italiano della Ricerca.

Um desafio científico

Para o cientista italiano, o Sudário de Turim “desafia a ciência”:

“Cada nova investigação pode desvendar parte do complexo quebra-cabeça que ele [o Sudário] representa. Por exemplo, a imagem do Sudário. Ainda não se encontrou uma explicação definitiva entre aqueles que a estudaram, uma explicação compartilhada por toda a comunidade científica.

De fato, ainda hoje nenhum cientista é capaz de explicar que técnica poderia ter sido usada naquela época para reproduzir tal imagem em um pano de linho. É como se um negativo fotográfico tivesse sido impresso por irradiação. Mas como?

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