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Nossos antepassados encaravam os pecados com mais humildade e contrição do que nós?

Confissão: nossos antepassados eram mais humildes em relação a seus pecados?

Pascal Deloche / GoDong

Pe. José Eduardo - Reportagem local - publicado em 05/08/22

Pe. José Eduardo considera: "os antigos tinham a sinceridade e a coragem moral de assumirem os seus pecados como pecados"

Os nossos antepassados encaravam os pecados com mais humildade e sinceridade do que nós? Esta reflexão foi proposta pelo pe. José Eduardo de Oliveira, que, via rede social, comentou:

“Talvez a maior diferença entre nós e os antigos não sejam os nossos pecados, mas justamente o modo como lidamos com eles. Os antigos tinham a sinceridade e a coragem moral de assumirem os seus pecados como pecados e lidavam com eles na base da humildade, da confissão, do arrependimento, da fé modesta de quem não pretende outra coisa senão receber a misericórdia divina.

Nós, para nos esquivarmos da culpa, culpamos a todos, desde Deus e a Bíblia até a Igreja e os santos; adaptamos a Revelação à nossa posição de conforto no pecado e, portanto, tornamo-nos advogados dele, numa autodefesa cheia de vaidade e presunção; trocamos a humildade pelo orgulho, a confissão pela autojustificação, o arrependimento pela dureza de coração, a fé pela cegueira, encarando a misericórdia como uma ofensa à nossa superioridade.

No final das contas, não nos damos conta da imensa infantilidade em que recaímos ao evitarmos crises inevitáveis, pois a mentira não nos convence… No fundo, anestesiamos uma dor, mas percebemos que a consciência anestesiada não é a mesma coisa que a consciência indolor”.

O padre então nos questiona:

“Por que temos que legitimar todas as nossas escolhas para nos erigirmos em pessoas sempre infalíveis? Por que temos de ser inquestionáveis, quando, na verdade, mal sabemos quem nós somos?”

E recorda uma verdade que vale tanto para nossos antepassados quanto para nós em relação aos pecados:

“O Evangelho nos liberta desse complexo de divindade. Não sou eu que me salvo, eu tenho um Salvador, diante do qual basta eu confessar o meu pecado para receber perdão, graça e misericórdia”.

Tags:
HumildadePecadoPerdão
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