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Empresários vão para o céu? Papa cita 3 condições

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Black Salmon - Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 13/09/22

Francisco também distinguiu entre dois tipos de empresários: os mercenários e os que seguem o exemplo do Bom Pastor

O Papa Francisco citou 3 condições para que os empresários cheguem ao céu. Ele as apresentou nesta segunda-feira, 12, durante uma audiência com membros da Confederação Geral da Indústria Italiana, conhecida como Confindustria.

Francisco descreveu os empresários como “componentes essenciais na construção do bem comum, motor primário do desenvolvimento e da prosperidade”.

O Papa ainda distinguiu entre dois tipos de empresários: os que são mercenários e os que seguem o exemplo do Bom Pastor. Estes últimos “sofrem o mesmo sofrimento que seus trabalhadores” e “não fogem diante dos muitos lobos que os espreitam”.

Deixando claro que é perfeitamente possível “ser empresário e seguidor de Cristo”, Francisco propôs esta reflexão:

“Quais são as condições para que um empresário possa entrar no Reino dos Céus?”

E ele próprio mencionou três delas:

1 | Partilhar

“A primeira é partilhar. A riqueza, por um lado, ajuda muito na vida; mas também é verdade que muitas vezes a complica: não só porque pode se tornar um ídolo e um patrão implacável que consome toda a sua vida dia após dia”.

Francisco destacou dois exemplos de como a partilha pode se concretizar:

  • mediante a geração de empregos, principalmente para os jovens;
  • mediante o correto pagamento dos impostos justos, que, a seu ver, “não devem ser vistos como usurpação”, mas sim como “coração do pacto social”.

2 | Incluir

O Papa afirmou:

“Temos que destacar o papel positivo que as empresas desempenham na realidade da migração, favorecendo a integração construtiva e valorizando as capacidades indispensáveis para a sobrevivência da empresa no contexto atual. Ao mesmo tempo, é preciso reiterar fortemente o ‘não’ a ​​qualquer forma de exploração das pessoas e negligência com a sua segurança”.

3 | Trabalhar

Francisco observou:

“Uma das graves crises do nosso tempo é a perda de contato dos empresários com o trabalho: à medida que crescem, a vida se desenvolve em escritórios, reuniões, viagens, convenções, e eles não frequentam mais os locais de operações e as fábricas. Eles esquecem o ‘cheiro’ do trabalho. Todo trabalhador depende de seus empresários e diretoria, e também é verdade que o empresário depende de seus trabalhadores, da sua criatividade, do seu coração e da sua alma: depende do seu ‘capital’ espiritual”.

Conclusão

O Papa finalizou constatando:

“Os grandes desafios da nossa sociedade não serão superados sem bons empresários. Sem novos empreendedores, a terra não resistirá ao impacto do capitalismo [selvagem] e deixaremos as gerações futuras com um planeta muito ferido, talvez inabitável. O que fizemos até agora não é suficiente: ajudemos juntos a fazer mais”.

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DinheiroJustiçaPapa FranciscoSociedadeTrabalho
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