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Como João Paulo II recorreu à ciência para argumentar contra o aborto

John Paul II

GERARD JULIEN | AFP

Philip Kosloski - publicado em 16/09/22

Na encíclica Evangelium Vitae, São João Paulo II fala sobre a pesquisa científica e o início da vida humana

Ao defender os pontos de vista pró-vida da Igreja Católica, São João Paulo II recorreu à ciência para explicar por que a Igreja é contra o aborto.

Ele detalhou esse argumento na sua encíclica Evangelium Vitae:

“Alguns tentam justificar o aborto, defendendo que o fruto da concepção, pelo menos até um certo número de dias, não pode ainda ser considerado uma vida humana pessoal. Na realidade, porém, «a partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é a do pai nem a da mãe, mas sim a de um novo ser humano que se desenvolve por conta própria. Nunca mais se tornaria humana, se não o fosse já desde então. A esta evidência de sempre (…) a ciência genética moderna fornece preciosas confirmações. Demonstrou que, desde o primeiro instante, se encontra fixado o programa daquilo que será este ser vivo: uma pessoa, esta pessoa individual, com as suas notas características já bem determinadas. Desde a fecundação, tem início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades, já presentes cada uma delas, apenas exigem tempo para se organizar e encontrar prontas a agir»”.

São João Paulo II quis dizer que, quando ocorre a fertilização, algo acontece e um novo organismo vivo é criado. Este organismo é diferente do pai ou da mãe e é inteiramente novo, contendo todas as instruções que irão proporcionar o seu crescimento e amadurecimento.

O Papa e santo continua:

“Aliás, o valor em jogo é tal que, sob o perfil moral, bastaria a simples probabilidade de encontrar-se em presença de uma pessoa para se justificar a mais categórica proibição de qualquer intervenção tendente a eliminar o embrião humano. Por isso mesmo, independentemente dos debates científicos e mesmo das afirmações filosóficas com os quais o Magistério não se empenhou expressamente, a Igreja sempre ensinou — e ensina — que tem de ser garantido ao fruto da geração humana, desde o primeiro instante da sua existência, o respeito incondicional que é moralmente devido ao ser humano na sua totalidade e unidade corporal e espiritual”.

Se a ciência não está decidida sobre o início preciso da vida humana, São João Paulo II nos exorta a ter cautela de qualquer maneira e não se apressar em matar outro ser humano.

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