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Viagem do Papa ao Cazaquistão encheu de júbilo os católicos

papież Franciszek w Kazachstanie

AP/Associated Press/East News

Reportagem local - publicado em 18/09/22

Ao longo da sua história, o Cazaquistão tem sido uma encruzilhada de povos e culturas

Foi encarada com enorme júbilo pela pequena comunidade católica a visita do Santo Padre ao Cazaquistão, que aconteceu por ocasião do VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais.

A magna reunião, na capital cazaque, Nur-Sultan [antiga Astana], encerrou na quinta-feira, dia 15 de setembro. Mas o Papa chegou já na terça-feira, dia 13. No domingo, logo após oração do Angelus, Francisco referiu-se ao Cazaquistão e ao congresso para dizer que seria uma ocasião especial “para encontrar muitos representantes religiosos e dialogar como irmãos, animados pelo desejo comum de Paz”. Uma Paz, acrescentou ainda Francisco, “de que o nosso mundo tem sede”.

A última visita de um Papa ao Cazaquistão foi protagonizada por João Paulo II e ocorreu há 21 anos, poucos dias depois dos atentados terroristas contra as Torres Gémeas e ao Pentágono, nos Estados Unidos. Na altura, o Papa polaco referiu que as religiões não podem ser “lugares de conflito”. Duas décadas depois, o Papa argentino vai também a este país como “mensageiro de paz e de unidade”.

Para a pequena comunidade católica do país, que representa menos de 1% dos cerca de 19 milhões de habitantes, receber o Santo Padre é algo de extraordinário. D. José Luis Mumbiela, Bispo de Almaty, diz que estes são dias de “grande festa” por haver a oportunidade de se acolher o Papa “muito querido”.

Numa conferência via Internet, organizada pela Fundação AIS Internacional no passado dia 7, D. Luís Mumbiela recordou que o país, “ao longo da sua história, tem sido uma encruzilhada de povos e culturas” e que os cristãos, sendo uma ínfima minoria, acabam por ter uma importância significativa no diálogo pela paz. E isso vai estar em foco também no Congresso. “O objetivo do Congresso é que todas as religiões se comprometam com a paz mundial”, disse o Bispo de Amaty, sublinhando que “a presença do Papa Francisco vem precisamente sublinhar isso: “a religião é o caminho da paz”.

Além do Congresso, em que estiveram presentes 108 delegações provenientes de 50 países, o Papa Francisco iria ainda, durante a curta estadia no Cazaquistão, presidir a uma missa, na Praça da Expo, e benzer um novo ícone mariano na Catedral de Nur-Sultan, destinado ao Santuário Nacional da Rainha da Paz, em Ozyornoye, onde ficará como recordação desta passagem pelo país.

O culto a Nossa Senhora é muito forte entre a comunidade cristã que viveu tempos de dura perseguição durante os longos anos de ditadura comunista, com muitos crentes a serem enviados para os temíveis ‘gulags’, como São João Paulo II recordou durante a sua viagem ao Cazaquistão em 2001. 

“Os longos anos de ditadura comunista, durante os quais inúmeros crentes foram deportados para os ‘gulags’ construídos nestas terras, semearam sofrimento e luto. Quantos sacerdotes, religiosos e leigos pagaram com sofrimentos inimagináveis, e até com o sacrifício da própria vida, a sua fidelidade a Cristo! O Senhor escutou a oração destes mártires, cujo sangue regou a vossa terra. Mais uma vez ‘o sangue dos mártires foi semente de cristãos’”, disse então o Papa, acrescentando que “dessa semente germinaram, como rebentos, as vossas comunidades cristãs, que agora olham para o futuro com confiança”.

Desde o colapso do regime comunista, as estruturas da Igreja Católica não pararam de crescer nesta ex-república soviética centro-asiática e a Fundação AIS tem desempenhado um papel de relevo nesse apoio. Nomeadamente na ajuda à subsistência das comunidades religiosas.

(Com Fundação AIS)

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DiálogoGuerraPapa Francisco
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