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Alerta sobre ataque ativo

masacre uvalde texas

Allison Dinner /AFP

Testigos se sientan en la acera afuera de la Escuela Primaria Robb mientras la policía estatal vigila el área en Uvalde, Texas, el 24 de mayo de 2022 (Foto de Allison Dinner / AFP) | colegio; delito; tiroteo; TOPSHOTS; Horizontal

Vanderlei de Lima - Valmor Saraiva Racorti - publicado em 03/10/22

O que se deve fazer em caso de ataque ativo, ou seja, durante a ação de um indivíduo ativamente envolvido em matar ou tentar matar pessoas numa área confinada e povoada

As trágicas notícias sobre ataques ativos aparecem na imprensa e despertam nossa atenção. O objetivo deste artigo é alertar sobre tais ocorrências e tentar preveni-las.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) define como ataque ativo a ação de um indivíduo ativamente envolvido em matar ou tentar matar pessoas numa área confinada e povoada. Na maioria dos casos, o atacante ativo usa armas de fogo, mas pode se valer também de facas, explosivos, veículos etc. Tem, via de regra, uma ligação com o local atacado e, embora, na amplíssima maioria das vezes, aja sozinho, pode atuar em companhia de mais pessoas.

Na cidade de Izhevsk, Rússia, no dia 26/09, um homem de 34 anos atacou a Escola de número 88 que acolhe crianças do 1º ao 11º ano. Vestindo roupas com símbolos nazistas, uma balaclava e portando duas pistolas não letais, mas adaptadas para disparar munições reais, o autor do ataque ativo matou 13 pessoas (6 adultos e 7 menores de idade) e feriu outras 14 crianças e 7 adultos. Um saldo de 34 pessoas diretamente atingidas. Seu perfil é típico dos que cometem essas atrocidades: era ex aluno da escola (cada um age onde melhor conhece), estava bem armado (desejo de atingir o maior número possível de vítimas), não reivindicou nada (crime “gratuito”) e suicidou-se em seguida (grande parte desses atacantes põe fim à própria vida ou espera o confronto com a Polícia).

Em Barreiras, na Bahia, no mesmo dia, um adolescente de 14 anos, vestido de preto, invadiu uma escola e atirou contra os estudantes. Uma aluna cadeirante de 19 anos foi morta. O autor do ataque estuda na mesma instituição de ensino que atacou e, em suas redes sociais, difundia discursos de ódio. O adolescente assassino enfrentou a Polícia, foi atingido por disparos e socorrido. Os fatos lamentáveis são semelhantes, embora pareça que, no caso brasileiro, dois fatores muito contribuíram para amenizar os danos da ocorrência: a imperícia do autor do ataque (tem 14 anos; o da Rússia, 34) e o preparo de um funcionário da escola (“Os meninos [alunos] correram para a quadra, mas o instrutor mandou sair e ir para o fundo da escola, aí todo mundo arrodeou e conseguiu sair do colégio”, disse – segundo o site G1, 26/09/22 – um estudante).

Isso posto, vamos às medidas preventivas que muito podem ajudar. Algumas são permanentes e outras imediatas ou já, infelizmente, com o ataque em andamento. As primeiras medidas incluem a vigilância, ou seja, a observação, a olho nu ou por câmeras, de quem se aproxima ou está do lado de fora do imóvel. O controle de acessos ou a identificação e consequente seleção de quem chega, entra e sai do estabelecimento. A instalação de uma placa indicando ser o local propriedade particular ou privada, de uma cerca etc. Manter tudo limpo, pintado e conservado. Afinal, o bom gosto atrai boas disposições; o mau gosto alicia as más disposições. Faz-se oportuno, dentro dos padrões da legalidade, nas escolas, empresas e até mesmo nas ruas, tentar identificar o autor de um ataque ativo em potencial. Aqui, a presença de um bom profissional da saúde e/ou da segurança (Ronda Escolar, por exemplo) podem ter um papel fundamental.

No infeliz momento do ataque ativo, as pessoas presentes no local (escola, shopping, igreja etc.) procederão com o evitar, esconder-se e defender-se. Vejamos cada um: Evitar o encontro com o autor do ataque, fugindo para um lado contrário ao dele. Aqui importa, é claro, conhecer bem o prédio em que você está. Esconder-se, se for preciso, onde e como puder. Formar uma grande barreira na porta do cômodo, apagar as luzes, ficar em silêncio. Defender-se, se for necessário, com os meios que tiver à disposição. Isso, além do efeito físico, desestabilizará a mente programada do agressor. Sim, caso fique parado, você poderá morrer, caso se defenda, terá uma chance de viver. Por fim, se possível, já fora de perigo, disque 190 (Polícia Militar) e passe o local exato da ocorrência e as características do atirador.

Possam os fatos e as reflexões ajudar na prevenção dessas grandes tragédias.

Tags:
MortePerseguiçãoViolência
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