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Cristãos perseguidos: monumentos iluminados simbolizarão sangue do martírio atual

Cristãos perseguidos são recordados na Semana Vermelha, como nesta projeção de luz sobre o Cristo Redentor

AED

Francisco Vêneto - publicado em 04/11/22

Neste ano, a iniciativa da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre vai de 16 a 23 de novembro

O drama mundial dos cristãos perseguidos será novamente denunciado neste mês de novembro, como tem acontecido todos os anos desde 2015, pela iniciativa internacional “Semana Vermelha”, durante a qual é projetada uma iluminação especial sobre monumentos emblemáticos de diversos países para simbolizar o sangue dos mártires do nosso tempo.

A iniciativa é da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS ou ACN, pela sigla internacional em inglês).

Neste ano, a Semana Vermelha vai de 16 a 23 de novembro, com o objetivo de conscientizar as populações e as autoridades de todo o planeta sobre a gravidade da perseguição contra os cristãos no mundo atual.

A ideia veio da ACN Brasil em outubro de 2015, com a iluminação da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Em abril de 2016, a ACN Itália projetou o vermelho-sangue na célebre Fontana di Trevi, em Roma. A partir destes precedentes, a ACN Reino Unido desenvolveu a proposta da #RedWednesday (Quarta-Feira Vermelha), em determinada quarta-feira do mês de novembro, a fim de recordar todos os cristãos perseguidos. Atualmente, dentro desse mesmo mês, a iniciativa é realizada ao longo de uma semana inteira.

Estima-se em pelo menos 416 milhões o número de cristãos que sofrem atualmente vexações, discriminações ou aberta perseguição por causa da sua fé no país em que vivem. São números aproximados com base em denúncias verificadas, o que quer dizer que os números reais são maiores ainda, já que muitos cenários de violência e perseguição nem chegam a ser denunciados devido ao medo que as vítimas sentem de sofrer represálias ainda piores.

Segundo Alessandro Monteduro, diretor da ACN na Itália, existem muitos países cujos governos nem sequer reconhecem a liberdade religiosa como essencial, sendo eles próprios os promotores das situações de discriminação e perseguição.

O Relatório da Liberdade Religiosa, publicado anualmente pela ACN, demonstra que, desde 2018, as violações à liberdade religiosa só aumentaram no mundo.

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