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O que o Papa Francisco quer dizer com “pecado de corrupção”?

4 min de leitura
O pecado da corrupção

Crédito: Valery Sidelnykov I Shutterstock

O Papa Francisco distingue entre a situação do pecador e a do corrupto. Pode haver grandes pecadores, mas eles ainda guardam a consciência do seu pecado: já a pessoa corrupta não se identifica mais com o seu pecado. Explicações.

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Quem não se lembra, entre os membros da Cúria Romana, daquele discurso tão vigorosamente medicinal do Papa Francisco no dia 22 de dezembro de 2014, sobre as 15 doenças e tentações que podem ser encontradas em todos os níveis da vida da Igreja? A doença da petrificação, do "martalismo", do "Alzheimer espiritual", do "rosto fúnebre"… A que ocupa a oitava posição (na metade da lista, portanto) parece ser particularmente manifesta nos dias de hoje:

É a doença dos que levam uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica dos medíocres e do progressivo vazio espiritual que os diplomas e títulos acadêmicos não conseguem preencher… Eles criam assim o seu mundo paralelo, onde deixam de lado tudo o que ensinam severamente aos outros e onde começam a levar uma vida oculta e muitas vezes dissoluta. A conversão é urgente e indispensável para esta doença tão grave.