Aleteia logoAleteia logoAleteia
Sexta-feira 09 Dezembro |
São Cipriano de Genouillac
Aleteia logo
Atualidade
separateurCreated with Sketch.

Os implantes de chips estão aqui, ali e em toda parte

TECHNOLOGIA, ROBOTY

PopTika | Shutterstock

Daniel R. Esparza - publicado em 15/11/22

A fusão do digital e do físico é iminente: os implantes de chips estão se tornando mais populares e disponíveis a cada dia

Arnie Szoke, em Londres, paga as suas compras apenas com a mão. Brandon Dalaly, em Detroit, não anda mais com as chaves do carro ou da casa: ele tem um chip, na mão esquerda, que lhe permite abrir a porta de casa, e outro, na direita, que lhe permite dar a partida no seu Tesla. Os implantes de chips estão se tornando mais populares e disponíveis a cada dia que passa.

Dalaly e Szoke estão longe de representar um caso isolado. Na Suécia, mais de 4.000 pessoas já estão usando chips implantados ao corpo e conectados às suas contas bancárias, já que o país todo está se empanhando em tornar-se uma sociedade sem dinheiro físico.

O professor de Engenharia e Ciências de Dados da Universidade de Columbia, Hod Lipson, declarou a Dan Bowens:

“A nossa vida vai ficar cada vez mais entrelaçada com robôs e com a Inteligência Artificial, e de formas tão complexas que nem conseguimos imaginar hoje”.

Este entrelaçamento implica a diluição das fronteiras entre o físico e o digital-virtual. Esta indistinção acabaria por se tornar, segundo Lipson, “uma extensão do pensamento humano, permitindo que a humanidade e a máquina existam de forma ‘mais eficiente‘”.

Uma questão de potencialidades híbridas

Mas o que significa eficiência, ou por que alguém precisaria ser eficiente como uma máquina? Será que os humanos precisam se tornar “plenamente virtuais” ou “híbridos” para ser “eficientes”? Precisamos mesmo ser eficientes?

Não está claro se, no fim das contas, é tão atrativa assim a alegada diluição da distinção entre o virtual e o real e a sua promessa correlata de eficiência.

Como explica o filósofo peruano Victor J. Krebs, devido à preeminência do “virtual” nas nossas vidas (especialmente durante e depois da covid-19), o nosso entendimento do “virtual” continua mudando e, portanto, precisa ser continuamente revisto de forma crítica.

No seu recente livro “Human Virtuality and Digital Life“, Krebs analisa a nossa compreensão do virtual como uma extensão protética (ou “expansão”) das nossas capacidades e funções naturais. Na maioria das vezes, o virtual é concebido ou como uma melhoria (realidade “aumentada”) ou como uma cópia do universo já existente (realidade “virtual”). O hibridismo implicaria um melhoramento físico tal como os que já existem nos universos virtuais; em vez de andarmos por aí com as nossas carteiras, “expandiríamos” as nossas capacidades físicas para o virtual carregando conosco um chip a fim de integrar o físico (abrindo a porta de casa) e o virtual (com todas as funções de uma “casa inteligente”) em nossa vida cotidiana.

Contudo, explica Krebs, a ideia de “virtual” dizia respeito originalmente, e etimologicamente também, com o que é “potencial”. O termo “virtualis“, em latim medieval, deriva de “virtus“, que não necessariamente significa “virtude”, mas sim “potência”, designando as diferentes capacidades que os seres vivos têm: uma semente é potencialmente (virtualmente) uma árvore, e uma árvore é potencialmente (virtualmente) uma cabana de madeira.

Será que essas melhorias podem mesmo ajudar os seus utilizadores a se tornarem aquilo que potencialmente são? E mais: será que elas podem nos ajudar a responder à fundamental questão do que são seres humanos em potência?

Tags:
CiênciaFilosofiaValores
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

PT300x250.gif
Oração do dia
Festividade do dia





Envie suas intenções de oração à nossa rede de mosteiros


Top 10
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia