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Será que medalhas e sacramentais funcionam contra o diabo?

Medalha com oração de São Bento

Bernardo Ramonfaur | Shutterstock

Marzena Devoud - publicado em 17/11/22

Será que medalhas e sacramentais funcionam contra o diabo? Qual é a defesa mais segura? Veja a explicação aqui:

Seja por tradição, devoção ou hábito, muitos cristãos usam uma medalha religiosa para se colocarem sob a proteção da Virgem Maria ou de um santo. Para alguns, medalhas como a de S. Bento são uma defesa infalível contra o diabo. No entanto, é importante distinguir entre o papel dos sacramentos e sacramentais na vida espiritual de um cristão.

“A pessoa que pensa que um objeto de devoção é mais importante na luta contra Satanás do que uma vida de graça santificadora está em conflito com o ensino da Igreja”, observa o padre Grzegorz Hawryłeczko, teólogo do Instituto Monástico da Abadia Beneditina em Tyniec (Polónia).

“Quando pensamos em usar uma medalha, devemos lembrar-nos de uma coisa: o cristão recebe a graça, antes de mais nada, através dos sacramentos. Mesmo a intenção mais piedosa de usar uma medalha não significa nada se não houver participação nos sacramentos da Igreja. Quando falamos da prática do uso de medalhas, não estamos a concentrar-nos numa manifestação essencial da vida cristã. O uso de medalhas, rosários ou escapulários é sempre secundário ou complementar da vida sacramental”, sublinha ele.

De fato, a constituição Sacrosanctum concilium, promulgada pelo Concílio Vaticano II, torna claro que os sacramentais devem ser distinguidos dos sacramentos:

A santa mãe Igreja instituiu também os sacramentais. Estes são, à imitação dos sacramentos, sinais sagrados que significam realidades, sobretudo de ordem espiritual, e se obtêm pela oração da Igreja. Por meio deles dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e santificam-se as várias circunstâncias da vida.

Isto significa que os sacramentais não podem substituir os sacramentos, mas devem preparar-nos para a sua recepção. “Os sacramentais em si mesmos não têm efeitos espirituais – estes são provocados pela oração da Igreja. O uso de uma medalha deve ser orientado para um conhecimento mais profundo do mistério de Cristo”, continua o beneditino.

O poder vem de Deus

Embora uma medalha abençoada seja certamente útil e possa ajudar a corroborar a própria fé, explica o exorcista espanhol Padre José Antonio Fortea, ela não é em si mesma uma “fonte de poder”.

“O poder vem de Deus, e quanto maior for a nossa fé, mais nos abrimos ao poder de Deus e, portanto, mais fortes somos contra as possíveis ações do diabo. Qual é então a defesa mais segura? Viver de acordo com os preceitos do Evangelho, fortalecido pela graça dos sacramentos”, diz o sacerdote.

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