Não há como negar que o nosso “eu de hoje” é o resultado de todas as nossas escolhas até aqui. Logo, querer apagar a nossa história é querer remover também o que nos faz ser quem somos
Perdi as contas de quantas vezes ensaiei, diante do espelho ou debaixo do chuveiro, argumentos que poderiam me fazer vitoriosa em uma batalha. Acontece que a maioria desses diálogos foram ensaiados após eu sair derrotada de alguma luta. Temos, às vezes, essa mania tola de revisitar lugares que nos fazem mal para nos punir. Isso tudo porque algo dentro da gente nos faz pensar que somos responsáveis por aquilo que os outros nos fazem, mesmo quando é algo que, humanamente, jamais poderíamos prever.
Talvez você ensaie diálogos e se martirize por coisas que não estão sob o seu domínio. A forma como as pessoas agem em relação a nós não é algo que podemos controlar, mas a forma como nós decidimos nos acolher após uma decepção, sim.












