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A cor que será tendência em 2023 já saiu e reflete a busca pela força e alegria

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PANTONE

pantone.com

Ricardo Sanches - publicado em 09/12/22

Trata-se de uma "tonalidade nada convencional para um momento pouco convencional", afirma o Instituto Pantone

Depois de viver a pandemia e à beira de uma possível crise econômica, precisamos de uma cor vibrante, que represente calma, confiança e conexão em um mundo que tenta se recuperar.

Essa é a ideia da cor que ditará as tendências em 2023, segundo o Instituto Pantone. Entre 64 cores, o instituto escolheu a “Viva Magenta” como cor do ano. E o seu nome já transmite vitalidade e alegria: Viva!

A escolha da cor do ano não é aleatória; envolve muitas horas de trabalho e pesquisa. Não é uma seleção caprichosa, é baseada em estudos de psicologia das cores e como elas influenciam o humor das pessoas. 

Isso é reconhecido por Laurie Pressman, vice-presidente do Pantone Color Institute: “A cor do ano Pantone reflete tudo o que acontece em nossa cultura em escala global e expressa o que as pessoas esperam responder por meio da cor”. 

Os responsáveis ​​por esta escolha sabem que a nossa sociedade continua a reconhecer a cor como uma forma absoluta de comunicação e de expressão de ideias e emoções.

Momento inusitado

Portanto, Viva Magenta, esse tom carmesim com nuances entre o quente e o frio, é claramente uma cor otimista, altamente lisonjeira, mas não convencional. E define perfeitamente os momentos que vivemos após a pandemia de Covid-19. 

A cor Viva Magenta é um “vermelho corajoso e destemido que estimula a autoexpressão desenfreada”. Segundo o comunicado oficial dos responsáveis ​​pela escolha, “é um tom nada convencional para um momento pouco convencional”.

Toque de alegria

Na verdade, a Pantone sempre escolhe uma cor que reflita o clima global. É uma espécie de termômetro da sociedade. E a cor escolhida para 2023, Viva Magenta, nos diz que precisamos de otimismo, força e um toque de alegria. 

Esta cor “pulsante e exuberante” é pensada para promover uma festa alegre e otimista, graças ao seu poder e força. “É um novo vermelho animado que encanta pela pura alegria, incentivando a experimentação e a autoexpressão desenfreada, um tom eletrizante e ilimitado”, dizem os representantes da Pantone. 

Viva Magenta reflete o entusiasmo pela vida e é uma cor ousada e espirituosa. E eu não consigo pensar em uma maneira mais cristã de viver a vida… 

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Inspiração na natureza

Além disso, essa cor tem um plus: é inspirada na natureza, especificamente na cochonilha, um pequeno inseto parasita do qual é extraído um corante vermelho: o carmim. Os astecas já o utilizavam e o Peru continua sendo seu maior produtor.

“Nesta era da tecnologia, buscamos inspiração na natureza e no que é real. PANTONE 18-1750 ‘Viva Magenta’ descende da família vermelha, e é inspirado no vermelho cochonilha, um dos corantes mais preciosos da família dos pigmentos naturais, bem como um dos mais fortes e brilhantes encontrados no mundo, ” disse Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute.

E é que o magenta evoca o barro, as pinturas rupestres e até as cores da galáxia; acredita-se que a primeira vida vegetal na Terra, anterior à clorofila, tenha uma tonalidade roxa semelhante ao magenta.

Menos tecnologia 

Definitivamente, é um tom enraizado na natureza, que vibra com energia e vigor e nos ajuda a nos reconectarmos com a matéria original.

Vivemos rodeados de tecnologia e, há alguns anos, percebemos que temos um déficit de contato com a natureza. O excesso de estimulação artificial – aparelhos eletrônicos, luzes ou sons alarmantes – causa defeitos no desenvolvimento das crianças.  

É preciso voltar à natureza, porque ela é a fonte dos chamados “fascínios suaves”: as nuvens que se movem no céu, o farfalhar das folhas, o som dos pássaros, as formas curiosas da natureza ou a cor intensa de um pequeno inseto como a cochonilha.

Exemplo de São Francisco

O que a escolha do Viva Magenta pode nos ensinar? Isso vai além da sua aplicação no desenvolvimento de produtos em áreas como moda, beleza, acessórios, decoração de interiores ou design… O mais importante é que reconheçamos Deus nas nossas vidas e em tudo o que nos rodeia. A natureza é o antídoto para os aspectos negativos da cultura que criamos.

São Francisco de Assis nos ensinou que uma relação saudável com a criação fala da conversão total da pessoa. E, observando a natureza, desenvolvemos o respeito ao tempo de Deus. A natureza tem uma paciência especial e as estações uma ordem divina. 

Como o santo escreveu em seu Cântico das Criaturas:

“Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra, que nos sustenta, governa e produz vários frutos com flores e ervas coloridas.”

A cor pertence a Deus e você deve vivê-la com alegria!

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