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Demonizar o adversário: o que Jesus pensa disso?

Fé, charlatanice e demonização do adversário

WindAwake | Shutterstock

Pe. Luigi Epicoco - publicado em 24/01/23

Jesus ensina aos que o atacam que o mal tem estratégias melhores que as deles

Uma das muitas coisas que os inimigos de Jesus fazem para tentar derrubá-lo é algo que podemos encontrar em nossas próprias vidas e relacionamentos: demonizar o adversário.

“Os escribas que desceram de Jerusalém diziam: ‘Ele tem Belzebu, e pelo poder dos demônios é que ele expulsa os demônios’”.

Transformar os outros em “demônios” implica representá-los de forma totalmente distorcida – de modo que eles percam prestígio, estima e credibilidade perante os outros. Isso não é errado apenas quando os escribas o usam contra Jesus. É errado sempre.

Devemos nos perguntar se também demonizamos aqueles que consideramos nossos inimigos. O Evangelho, de fato, não se esquiva de retratar demônios fazendo notáveis profissões de fé quando encontram Jesus. Essas palavras, mesmo que ditas pelo diabo, permanecem verdadeiras porque Jesus é de fato o Filho de Deus – tal como eles afirmam. Devemos sempre ser capazes de ver o bem mesmo naqueles que nos odeiam – e naqueles que odiamos.

Jesus ensina aos que o atacam que o mal tem estratégias melhores que as deles.

“Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino está dividido contra si mesmo, esse reino não pode subsistir”.

A calúnia pode fazer sentido à primeira vista, mas, uma vez que você chega à sua verdadeira raiz, ela é facilmente desmascarada. Isso também é algo que devemos aplicar em nossa vida: nunca nos limitemos a boatos. Devemos usar a nossa própria cabeça e ter coragem de ir ao fundo das coisas. Caso contrário, estaremos sempre à mercê das massas. Jesus foi morto porque a massa gritou “Crucifica-o!”. Não estamos imunes a este risco.

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