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É possível obter a cura da garganta na Festa de São Brás?

Mal de gorge, migraine, cancer... Quel saint invoquer pour quelle maladie ?

© Montage Aleteia

Philip Kosloski - publicado em 03/02/23

Seria a bênção das gargantas apenas uma devoção piedosa sem efeito real e duradouro?

Muitos católicos vão à Missa no dia 3 de fevereiro para receber uma bênção especial de gargantas em homenagem a São Brás, bispo e mártir.

No fim da celebração, o padre recita a seguinte oração, enquanto segura um par de velas em formato de “V” próximo à garganta de uma pessoa:

“Por intercessão de São Brás, bispo e mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. São Brás, rogai por nós. Amém!”

A bênção invoca o poder de Deus para livrar o indivíduo de “ toda doença da garganta e de todas as outras doenças”.

No entanto, muitos se questionam: por que tantas pessoas recebem a bênção, mas nunca são curadas? A bênção das gargantas é apenas uma devoção piedosa que não tem efeito?

Como acontece com todo tipo de milagre, um dos requisitos principais é uma fé honesta e sincera em Deus em Seu poder de nos curar.

Catecismo da Igreja Católica explica essa questão ao discutir os muitos milagres de Jesus:

“Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer n’Ele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé n’Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser «ocasião de queda». Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios.

CIC 548

Isso significa que precisamos examinar seriamente nossa fé em Deus. Nós realmente acreditamos que Deus pode nos curar?

Frequentemente, nossas orações por cura carregam um toque de dúvida junto com elas. Sabemos intelectualmente que Deus pode nos curar, mas não achamos que Ele realmente o fará. Nossa fé ainda não deu o salto da cabeça ao coração.

Além de requisitar uma fé humilde no poder salvador de Deus, uma cura milagrosa precisa estar dentro da vontade de Dele para nós. É mais possível que nos aproximemos de Deus por meio do sofrimento, do que se fôssemos curados.

O Evangelho fala que Jesus curou um grupo de leprosos, mas apenas um voltou para expressar sua gratidão. Portanto, a cura não garante um relacionamento mais profundo com Deus.

Enfim, sempre que nos aproximamos de Deus em busca de cura, devemos fazê-lo com fé, confiando que Ele nos conhece melhor do que nós mesmos.

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