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Oração é louvor: o caminho para nunca ter um dia ruim

PRAYER FOR LIFE,NEW YORK CITY,ROE V WADE

Jeffrey Bruno

Peter Cameron - publicado em 06/02/23

Entenda como, através do louvor, o homem ascende a Deus

A abertura do célebre hino do século IV, o Te Deum, afirma: “A vós, ó Deus, louvamos”. O louvor, ensina-nos o Catecismo da Igreja Católica, “é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus! Canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas sobretudo porque ELE É (CIC, 2639). 

Os santos nos lembram que a razão pela qual existimos é: para louvar a Deus. Uma história contada pelo místico dominicano alemão do século XIV, Pe. John Tauler, relata o encontro de um homem com um mendigo que, apesar de sua total pobreza, permanece incansável em seu louvor a Deus. O mendigo compartilha com o homem:

“Quando estou com fome, louvo a Deus. Quando estou com frio, quando chove granizo ou neva, eu louvo a Deus. Se sou favorecido ou desprezado pelos homens, louvo a Deus igualmente. E é por isso que nunca conheci um dia ruim. Pois aprendi a viver com Deus e tenho certeza de que tudo o que ele faz só pode ser bom”. 

Nós também queremos viver com tanta liberdade e convicção! E nosso louvor a Deus pode fazer isso acontecer. Pois o louvor é dinâmico, como explicou o Cardeal Joseph Ratzinger: 

“São Tomás de Aquino diz que, pelo louvor a Deus, o ser humano ascende a Deus. O próprio louvor é um movimento, um caminho; é mais do que entender, saber e fazer – é uma ‘subida’, uma maneira de alcançar aquele que habita entre os louvores dos anjos. Tomás mencionou outro fator: esta ascensão afasta o humano daquilo que se opõe a Deus.”

Em louvor ao Senhor, “o homem se liberta de todas as cãibras e se torna verdadeiramente honesto e perspicaz”, disse o Pe. Alfred Delp, SJ. 

Com efeito, a recusa de louvar a Deus constitui uma forma fundamental de pecado. Mas, como o mendigo, se simplesmente vivermos em lembrança ativa das incontáveis ​​bênçãos que Deus constantemente nos concede, não podemos deixar de louvá-lo. É por isso que na Última Ceia, Jesus nos ordena: “Fazei isso em memória de mim”. Pois a Eucaristia “é o sacrifício de louvor” (CIC, 2643).

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