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O que significa que “Deus é amor”?

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Cristo de Velázquez representa que Deus é Amor

Diego Velázquez | Public Domain

Philip Kosloski - publicado em 08/02/23

Quando São João escreve que "Deus é amor", ele se refere a um amor muito mais profundo que a definição oferecida pelo mundo moderno

O amor pode ser definido de várias maneiras. No mundo moderno, muitas vezes, ele está ligado a sentimentos de uma pessoa por outra – sentimentos românticos, afeto familiar etc.

Essa definição de amor pode tornar confusa a afirmação “Deus é amor”.

Deus é um sentimento? Deus se faz presente em sentimentos calorosos e confusos de romance ou afeição?

O que significa que “Deus é amor”?

O Papa Bento XVI respondeu a esta pergunta com a sua encíclica de mesmo título: Deus é amor (Deus caritas est).

Deus é Eros e Ágape

O Papa recentemente falecido explicou, naquela encíclica, que “Deus ama, e seu amor pode certamente ser chamado de eros, mas também é totalmente ágape”.

Bento XVI define esses termos gregos relacionados com o amor mostrando que Deus nos ama de ambas as maneiras.

“Eros, como termo que indica um amor ‘mundano’, e ágape, referindo-se ao amor fundamentado e moldado pela fé. As duas noções são frequentemente contrastadas como amor ‘ascendente’ e amor ‘descendente'”.

Embora à primeira vista possa parecer que esses dois tipos de amor são opostos um ao outro, Bento XVI argumenta que, juntos, eles compõem a verdadeira definição de Deus.

“No entanto, eros e ágape – amor ascendente e amor descendente – nunca podem ser completamente separados. Quanto mais os dois, em seus diferentes aspectos, encontram uma unidade adequada na única realidade do amor, mais a verdadeira natureza do amor em geral é realizada. Ainda que a princípio o eros seja sobretudo cobiçoso e ascendente, um fascínio pela grande promessa de felicidade, ao aproximar-se do outro ele se preocupa cada vez menos consigo mesmo e procura cada vez mais a felicidade do outro, preocupando-se cada vez mais com o amado, entregando-se e querendo ‘estar presente’ para o outro. O elemento ágape entra então neste amor, pois de outro modo o eros se empobrece e até perde a própria natureza. Por outro lado, o homem não pode viver apenas de amor oblativo e descendente. Ele nem sempre pode doar: também deve receber”.

Deus nos ama com amor apaixonado, que é pessoal e íntimo. Ao mesmo tempo, o seu amor por nós é inteiramente dom de si, um amor que tudo sacrifica pelo bem do outro. Dessa forma, Deus é tanto eros quanto ágape, um amor íntimo e apaixonado que é auto-sacrificial por natureza.

O amor de Deus é profundo e insondável. Podemos experimentá-lo sempre que amamos a Deus e aos outros com o tipo de amor que vai além dos sentimentos intensos e confusos.

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