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Neuralink: Elon Musk anuncia início dos testes de seu chip cerebral em humanos

Elon Musk quer chips em cérebros humanos

Naresh111 | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 10/02/23

Iniciativa gera mescla de grandes expectativas e grandes polêmicas, tanto tecnológicas quanto médicas e éticas

Em novembro passado, o empresário Elon Musk, um dos maiores bilionários da atualidade, anunciou que, já em 2023, começaria a implantar os primeiros chips cerebrais da sua empresa Neuralink em seres humanos. Na ocasião, ele afirmou que os testes em voluntários priorizariam o objetivo de restaurar a visão de pacientes cegos.

De fato, a Neuralink já está começando a cadastrar voluntários dispostos a submeter-se aos testes com o chip cerebral da empresa.

Pacientes

Ainda na apresentação de novembro, Musk afirmou que o projeto também envolverá pessoas com deficiências motoras, visando a sua locomoção, assim como pacientes com capacidades reduzidas de comunicação, a fim de ajudá-las a superar as suas limitações mediante a neurotecnologia.

O bilionário informou que os testes em animais haviam progredido adequadamente e acrescentou que a Neuralink só aguardava as autorizações dos órgãos reguladores competentes, nos EUA, para passar aos testes com pessoas.

Segundo a empresa, o chip de implante cerebral deverá interagir com dispositivos externos, como celulares e computadores.

Em janeiro de 2022, o jornal britânico The Times noticiou que a companhia estava recrutando grandes talentos da medicina e da engenharia. Na época, divulgou-se também que os testes da Neuralink em voluntários humanos teriam duração aproximada de três anos e consistiriam na implantação de microchips de inteligência artificial no crânio dos participantes.

Caso um paciente não desejasse mais utilizar o equipamento, que teria o “tamanho de uma moeda grande” e estaria conectado ao cérebro por fios ultrafinos, poderia “facilmente” removê-lo, segundo afirmações da empresa.

Testes: macaco, porca e humanos

A Neuralink informou ainda que, durante os testes com animais, um macaco chamado Pager conseguiu mexer um cursor numa tela de computador graças ao uso do chip. A empresa também teria “coletado dados” de uma porca chamada Gertrude, em cuja cabeça também havia sido implantado o chip.

Os testes do chip cerebral de Elon Musk em humanos tinham sido inicialmente previstos para 2020, foram adiados para 2022 e, depois, para 2023. Segundo as declarações de Musk em novembro passado, os adiamentos se deveram a questões de segurança:

“Queremos ser extremamente cuidadosos e ter a certeza de que funcionará bem antes de colocar um dispositivo em um ser humano. Submetemos a maior parte dos documentos ao FDA [Food and Drug Administration, equivalente à Anvisa no Brasil] e achamos que, provavelmente, em cerca de 6 meses [a partir de dezembro de 2022] poderemos ter o nosso primeiro Neuralink num ser humano”.

A iniciativa de Elon Musk em desenvolver um chip cerebral para humanos, evidentemente, gera muitas e intensas polêmicas não só da perspectiva tecnológica, mas, principalmente, do ponto de vista ético. Saiba mais:

Tags:
CiênciaSaúdeSociedadetecnologia
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