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Papa Francisco explica os 3 “venenos” que o diabo utiliza para nos tentar

Papież Franciszek przed modlitwą Anioł Pański w Watykanie

VINCENZO PINTO/AFP/East News

Reportagem local - publicado em 27/02/23

O Santo Padre também apontou o único antídoto capaz de neutralizar esses venenos

No Angelus do primeiro domingo da Quaresma de 2023, o Papa Francisco abordou a questão da luta espiritual durante este tempo de preparação para a Páscoa.

Ao refletir sobre o Evangelho do dia (Mt 4, 1-11), o Pontífice destacou como Jesus foi tentado no deserto pelo demônio, ao qual ele se referiu como “divisor”. Disse o Papa:

“O Evangelho apresenta-nos assim as três pessoas divinas unidas no amor. E não só: o próprio Jesus dirá ter vindo ao mundo para nos tornar participantes da unidade que existe entre Ele e o Pai. O diabo, ao invés disso, faz o contrário: entra em cena para separar Jesus do Pai e distanciá-lo de sua missão de unidade por nós. Divide sempre.”

Os três venenos do diabo

O Papa explicou que o demônio tenta aproveitar do cansaço humano de Jesus após 40 dias de jejum. Para isso, o maligno recorre a três “venenos”: o apego, a desconfiança e o poder.

O Papa Francisco esmiuçou como o demônio utilizava essas estratégias contra Jesus: o apego aos bens materiais, quando o diabo tentou fazer com que Jesus parasse de jejuar; a desconfiança, quando tentou fazer com que Jesus colocasse o Pai à prova e, finalmente, o poder quando o diabo sugeriu que Jesus dominasse o mundo.

“O apego às coisas, a desconfiança e a sede de poder são três tentações difundidas e perigosas que o demônio usa para nos separar do Pai e não nos fazer sentir mais irmãos e irmãs entre nós, para levar-nos à solidão e ao desespero. Isso quer fazer o diabo, isso quer fazer a nós: levar-nos ao desespero”, alertou o Santo Padre.

O antídoto

O Papa Francisco explicou que, a exemplo de Jesus, nunca devemos dialogar ou debater com o diabo: “Ele não é derrotado tratando com ele, é mais forte do que nós. O diabo o derrotamos opondo a ele com fé à Palavra divina. Desse modo, Jesus nos ensina a defender a unidade com Deus e entre nós dos ataques do divisor”.

A Palavra de Deus é, portanto, o antídoto indicado pelo Papa para neutralizar as tentações do demônio: “Entre as vozes que se agitam dentro de nós, ressoará aquela benéfica da Palavra de Deus. Maria, que aceitou a Palavra de Deus e pela sua humildade venceu a soberba do divisor, nos acompanhe na luta espiritual da Quaresma”, finalizou Francisco.

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DemônioPapaPapa FranciscoQuaresma
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