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Direto do Vaticano: Observatório do Vaticano apresenta um grande estudo sobre exoplanetas

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Antoine Mekary | ALETEIA

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I. Media - publicado em 23/03/23

Seu Boletim Direto do Vaticano de 23 de março de 2023
  1. Observatório do Vaticano apresenta um grande estudo sobre exoplanetas
  2. “Livres de escolher se migrar ou permanecer”, tema do próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

1Observatório do Vaticano apresenta um grande estudo sobre exoplanetas

Por Cyprien Viet – Astrônomos do Observatório Vaticano e do Instituto Leibniz de Astrofísica em Potsdam, Alemanha, colaboraram para realizar um estudo espectroscópico de mais de 1.000 estrelas suspeitas de abrigar exoplanetas. A revista Astronomy & Astrophysics começou a publicar os resultados desta pesquisa de cinco anos sem precedentes.

Os padres jesuítas Paul Gabor, David Brown e Chris Corbally participaram do estudo, no qual a luz das estrelas foi analisada utilizando técnicas espectroscópicas avançadas para revelar propriedades físicas tais como temperatura, pressão, movimento e composição química. “Os telescópios capturam a luz estelar e os espectrógrafos a decompõem por comprimento de onda em um espectro semelhante ao arco-íris, que representa a ‘impressão digital’ da luz estelar”, explica o estudo.

O estudo ajudou a desenvolver modelos teóricos, destacando estrelas que podem ter uma “história surpreendente para os astrônomos”. Entre as hipóteses apresentadas está a idéia de que “a quantidade de diferentes elementos químicos presentes em uma estrela poderia indicar a presença de planetas terrestres (mundos rochosos como Terra ou Marte), sugerir a idade desses planetas e até mesmo fornecer pistas sobre se a estrela ‘engoliu’ alguns de seus planetas”, diz o texto.

5.000 exoplanetas

Dos mais de 5.000 exoplanetas confirmados (planetas orbitando estrelas que não o sol), 75% foram descobertos desde o espaço pela observação da luz das estrelas, que diminui à medida que os planetas passam diante deles – disse –, explicando que a mesma metodologia foi utilizada por um satélite da NASA.

Dois telescópios instalados no Arizona permitiram realizar esta pesquisa sobre a luz das estrelas, em conjunto com outro telescópio localizado nas Ilhas Canárias, em Tenerife, e com um instrumento polarimétrico e espectroscópico localizado em Potsdam, na Alemanha. Os resultados fornecem informações de precisão sem precedentes, notadas em particular pela pesquisadora Martina Baratella: “Razões de abundância como carbono/ferro ou magnésio/oxigênio sugerem a existência e a idade de planetas rochosos de outra forma desconhecidos”, ela aponta, citada no comunicado de imprensa.

“Auguste Comte, o fundador do positivismo francês, escreveu certa vez que nunca saberíamos de que eram feitas as estrelas. Mal sabia ele que a luz das estrelas trazia dentro dela ‘impressões digitais’ capazes de nos dizer muita coisa”, disse o Pe. Paul Gabor. O jesuíta americano, vice-diretor do Observatório do Vaticano, também coloca sua pesquisa em um nível teológico. Ele vê em sua pesquisa sobre as estrelas “um paralelo com o que a revelação bíblica nos diz sobre como Deus quer ser conhecido”.

Um salto de 11 dias no calendário

O Observatório do Vaticano, formalmente estabelecido pelo Papa Leão XIII em 1891, surgiu dos observatórios apoiados pela Santa Sé a partir de 1578, em vista dos cálculos astronômicos solicitados pelo Papa Gregório XIII para reformar o calendário. Este trabalho levou a um salto de 11 dias no calendário utilizado no Ocidente, o que provocou a mudança da data da morte de Santa Teresa de Ávila da noite de 4 para 15 de outubro de 1582.

Inicialmente localizado nos jardins do Vaticano, o Observatório foi transferido para Castel Gandolfo em 1935 para escapar da poluição luminosa da capital italiana. Desde 1981, os astrônomos do Vaticano têm conduzido suas pesquisas a partir de um telescópio no deserto do Arizona, mas a sede da instituição, confiada aos jesuítas, ainda está em Castel Gandolfo. Ela abriga uma prestigiosa biblioteca, incluindo as primeiras edições de obras de Galileu, Copérnico e Newton.

2“Livres de escolher se migrar ou permanecer”, tema do próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Por Cyprien Viet – “Livres de escolher se migrar ou permanecer”, em outras palavras, o “direito de poder ficar na própria terra”, estará no centro da mensagem do Papa Francisco para o 109º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, a ser realizado no domingo 24 de setembro. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou na terça-feira o tema da mensagem, cujo conteúdo será publicado posteriormente e dará origem a várias operações de comunicação ao longo dos meses.

Com este tema, o pontífice argentino pretende “promover uma nova reflexão sobre um direito que ainda não foi codificado em nível internacional”: “o direito de permanecer”. Este direito “é mais antigo, mais profundo e mais amplo do que o direito de emigrar”, observa o dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral neste comunicado de imprensa.

Uma tradição antiga

A entidade chefiada pelo Cardeal Michael Czerny – que ele mesmo migrou para o Canadá quando criança após ter nascido na Tchecoslováquia um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial – salienta que vários direitos devem ser garantidos “nas nações de origem, graças a um exercício genuíno de co-responsabilidade por parte da comunidade internacional”. Ele menciona em particular “a possibilidade de participar do bem comum, o direito de viver com dignidade e o acesso ao desenvolvimento sustentável”.

A mensagem real do Papa Francisco será publicada nos próximos meses. Em 2022, a mensagem foi publicada em 9 de maio.

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado é uma longa tradição da Igreja Católica, celebrada anualmente desde 1914. Anteriormente celebrado em janeiro, tem sido fixado no último domingo de setembro desde 2019.

Além disso, na esfera civil e secular, desde 2000, é comemorado a cada 18 de dezembro, sob os auspícios da ONU, o “Dia Internacional do Migrante”.

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