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O apelo do Papa aos líderes mundiais no 60º aniversário da Pacem in Terris

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VINCENZO PINTO | AFP

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I. Media - publicado em 14/04/23

Como as relações entre os indivíduos, as relações internacionais não podem ser reguladas pela força das armas; o que deve governá-las é a norma da sabedoria. Entenda:

O Papa Francisco chamou os líderes das nações a usar “solidariedade” e não “armas” durante uma audiência geral na Praça de São Pedro em 12 de abril, no dia seguinte ao 60º aniversário da encíclica Pacem in Terris de João XXIII (11 de abril de 1963).

Após sua catequese, durante as saudações à multidão, o 266º papa evocou este documento que seu predecessor João XXIII “dirigiu à Igreja e ao mundo em meio à tensão entre os dois blocos opostos na Guerra Fria”.

Para o Papa Francisco, “esta encíclica foi uma verdadeira bênção, como um raio de serenidade no meio de nuvens escuras”, e abriu “um amplo horizonte” para “falar de paz e construir a paz”.

A mensagem de Pacem in Terris permanece “muito relevante”, disse o Pontífice, citando uma passagem: Como as relações entre os indivíduos, as relações internacionais não podem ser reguladas pela força das armas; o que deve governá-las é a norma da sabedoria, em outras palavras, a lei da verdade, da justiça, da solidariedade cordialmente praticada (n. 114).

O chefe da Igreja Católica convidou então “os fiéis e os homens e mulheres de boa vontade a lerem a Pacem in Terris”, rezando “para que os líderes das nações se deixem inspirar por ela em seus projetos e decisões”.

Superando o equilíbrio do terror

Nesta encíclica, João XXIII escreveu, entre outras coisas, que está se tornando humanamente impossível pensar que a guerra é, em nossa era atômica, o meio adequado para obter justiça por uma violação de direitos.

Em uma recente entrevista com L’Osservatore Romano, o Arcebispo Gabriele Caccia, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, destacou particularmente o apelo ao desarmamento na encíclica.

Trata-se, explicou ele, de uma “clara advertência para superar a lógica de construir relações baseadas no medo do outro e, portanto, no equilíbrio do terror, mais do que na confiança mútua”.

Ele também observa que historicamente, Pacem in Terris é a primeira encíclica a mencionar – no número 75 – as Nações Unidas, que foi criada em 26 de junho de 1945. No ano seguinte, em 1964, a Santa Sé tornou-se um observador permanente da ONU, e em 4 de outubro de 1965, Paulo VI foi o primeiro pontífice a se dirigir à Assembléia Geral a partir da tribuna”, lembra o Arcebispo Caccia.

Seus sucessores João Paulo II (em 1979 e 1995), Bento XVI (em 2008) e Francisco (em 2015) também se dirigiram à Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque.

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