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Por que o Vaticano chegou a proibir a devoção à Divina Misericórdia

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Figura świętej Faustyny Kowalskiej przed kościołem w Krakowie

ARTUR WIDAK / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Philip Kosloski - publicado em 17/04/23

Sim, o Vaticano proibiu a devoção durante 20 anos

Atualmente, a Igreja Católica endossa a devoção à Divina Misericórdia revelada à Santa Faustina Kowalska. Mas nem sempre foi assim.

O Vaticano chegou a proibir a devoção à Divina Misericórdia por 20 anos, proibindo também qualquer pessoa de difundi-la ou promovê-la.

O site da Divina Misericórdia (em inglês) aborda a questão:

“O próprio Pe. Sopocko estava ocupado divulgando a devoção e, no processo, sofrendo muita ridicularização e perda de reputação. O golpe mais duro, no entanto, veio em 1959, quando o Vaticano, tendo recebido traduções errôneas e confusas do ‘Diário’, proibiu a difusão da devoção à Misericórdia nas formas propostas por Ir. Faustina.”

Aqui está uma tradução do decreto oficial feito pelo Vaticano pela primeira vez no dia 19 de novembro de 1958, e reafirmado em 1959:

“A natureza sobrenatural das revelações feitas à Irmã Faustina não é evidente.

Nenhuma festa da Misericórdia Divina deve ser instituída.

É proibido divulgar imagens e escritos que propagam esta devoção sob a forma recebida pela Irmã Faustina.”

Não está claro o que exatamente o Vaticano viu de errado na tradução a respeito da devoção à Divina Misericórdia, mas tal proibição foi posta em questão pelo então Arcebispo Karol Wojtyla.

Wojtyla deu início o processo de canonização da Irmã Faustina em 1965. O Diário foi reexaminado e ele o submeteu novamente ao Vaticano para revisão em 1977.

Divine Mercy, Jesus Image, stone wall
Quadro da Divina Misericórdia.

Karol Wojtyla estava certo de que não havia nada na devoção à Divina Misericórdia que fosse contra a fé católica e fez disso sua missão para provar seu ponto de vista. Em 1978 Wojtyla foi eleito Papa e se tornou João Paulo II.

A Congregação para a Doutrina da Fé pode revisar a devoção à Divina Misericórdia com uma tradução mais precisa e não encontrou mais nada que impedisse sua difusão.

São João Paulo II acabou declarando o Segundo Domingo da Páscoa como Domingo da Divina Misericórdia e a devoção tornou-se mais amplamente conhecida em todo o mundo.

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DevoçãoDivina MisericórdiaMisericórdiaVaticano
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