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A simbólica localização do ataque de 1981 contra João Paulo II

Mater Ecclesiae

AM113 | Shutterstock

Mater Ecclesiae

Beata Zajączkowska - publicado em 17/05/23

O Papa pediu que uma imagem da Mãe de Deus fosse colocada na Praça de São Pedro em agradecimento pela sua intervenção

Antes da tentativa de assassinato de São João Paulo II, em 13 de maio de 1981, não havia nenhuma imagem de Maria na Praça de São Pedro. A primeira – e até agora única – foi lá colocada como oferta votiva de ação de graças pela milagrosa sobrevivência do papa polonês.

Local simbólico

“Uma mão atirou e outra dirigiu a bala”, declarou João Paulo II após sobreviver à tentativa de assassinato. Seu sangue foi derramado em um lugar extremamente simbólico: o local do antigo circo do infame imperador romano Nero, onde os primeiros cristãos eram mortos por causa de Cristo. De fato, o próprio São Pedro foi crucificado nas proximidades.

O local da tentativa de assassinato é marcado por uma pequena placa de mármore embutida nas pedras da calçada, com o brasão do papa polonês e a data do episódio: 13 de maio de 1981. Muitas vezes podem ver-se peregrinos ali rezando, além de flores frequentemente colocadas junto à placa.

Para o Santo Padre, era claro que foi Maria quem salvou a sua vida. Quando os funcionários do Vaticano lhe disseram que gostariam de comemorar a sua milagrosa sobrevivência, o papa pediu que uma imagem de Nossa Senhora fosse colocada na Praça de São Pedro, em local visível a todos.

Onde está Maria na Praça de São Pedro?

Foi também uma resposta a um comentário que João Paulo II tinha ouvido um ano antes do atentado, durante um encontro com jovens. Na ocasião, um jovem havia comentado sobre a ausência de Maria na praça em frente à basílica vaticana, apesar de já existirem imagens do Salvador, de todos os apóstolos e de 140 santos visíveis na colunata. João Paulo II havia prometido remediar o fato. A iniciativa dos trabalhadores lhe deu a oportunidade de fazê-lo.

Hoje é difícil imaginar o Vaticano sem a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus. Ela apresenta o brasão de armas de João Paulo II e o seu lema “Totus Tuus” (Todo teu), com uma inscrição em latim: “Mater Ecclesiae“, isto é, Mãe da Igreja.

Para que essa imagem mariana aparecesse na praça, porém, era necessário primeiro vencer a resistência dos arquitetos, que não queriam permitir a menor mudança no aspecto da praça. No fim, eles cederam ao firme pedido do Papa. Uma das janelas do Palácio Apostólico, para isto, foi substituída pelo mosaico.

Mater Ecclesiae

Embora pareça discreto quando visto de baixo, o mosaico tem mais de 2,5 metros de altura! É uma cópia de um afresco que aparece numa das colunas da basílica anterior, construída pelo imperador Constantino, que felizmente foi preservado. O pe. Arkadiusz Nocoń, da Congregação para o Culto Divino, explica:

“A Mãe de Deus, que pode ser vista nele, recebeu o título de Mater Ecclesiae, Mãe da Igreja, para comemorar o acontecimento histórico de 21 de novembro de 1964, quando, durante o Concílio Vaticano II, Paulo VI proclamou Maria como Mãe da Igreja”.

O mosaico foi consagrado pelo Papa João Paulo II em 8 de dezembro de 1981. Ele orou para que essa imagem inspire todos os que vão até a praça “a levantarem os olhos para Maria e, com devoção de filhos, dirigirem suas orações a ela”.

Um cantinho mariano

Quanto a Nossa Senhora de Fátima, ela também está presente no recanto mais mariano do Vaticano, que são, certamente, os jardins. Uma estátua de Maria estendendo as mãos aos três pastorinhos foi lá colocada.

Vale lembrar que os papas que partem em suas viagens são abençoados por Nossa Senhora de Czestochowa. No heliporto, ergue-se uma estátua única da Padroeira e Rainha da Polônia, doada pelos padres paulinos.

Nossa Senhora de Czestochowa
Nossa Senhora de Czestochowa, nos Jardins do Vaticano

Também é preciso dizer que o Estado da Cidade do Vaticano foi profundamente mariano desde os seus primórdios – e é marcado pelas aparições de Lourdes. Na sua atual formação, ele foi criado a partir do Tratado de Latrão, firmado em 11 de fevereiro de 1929. Nesse mesmo dia, 71 anos antes, registraram-se as primeiras aparições marianas em Lourdes.

Pio XI, que assinou os tratados, mandou colocar uma estátua da Imaculada na fachada do Palácio do Governo, uma espécie de equivalente ao Ministério do Interior. Assim, ela protege todo o Estado Vaticano em seus braços maternos. As imagens marianas nos jardins papais contam a história da Igreja e testemunham a ação materna de Maria ao longo da sua história.

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