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Breve história da morte de um pervertido

2 min de leitura
Escuridão

Crédito: Manfred Majer | CC BY SA 2.0

"E pôde ele, no último fôlego, escutar ainda aqueles estridentes risos do vencedor: aquele que sempre era tido como um mito, como a mais risível superstição, a mais desprezível das crenças"

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Ele era normal. Não havia nada que pudesse sugerir o contrário: nada especialmente traumático, nenhum episódio extraordinário, nada! A vida lhe abria as portas para experiências marcantes, muita diversão, muito sexo, muita farra… Como o dinheiro lhe vinha fácil, era induzido a maiores aventuras, despreocupado, seguro de si.

Aos poucos, isso se lhe tornou não apenas o corriqueiro, mas a substância mesma de suas ações, o molde de sua consciência. Não podia ficar sem prazeres, sem dissipações. Aquilo lhe era necessário, tornara-se refém do que lhe aprazia.