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A armadilha dos círculos de afinidade na Igreja

Grupinhos

By vectorfusionart | Shutterstock

Pe. José Eduardo - publicado em 13/06/23

"...quando nos deixamos dominar pelas nossas carências e transformamos essas ramificações em tronco"

Comunidades são feitas de seres humanos. E estes sempre desenvolvem relacionamentos. Portanto, todo agrupamento se ramifica numa série de círculos de afinidade, em que as pessoas se aglutinam em torno das mesmas simpatias e antipatias, gerando, como consequência, consonâncias e dissonâncias.

A armadilha é quando nos deixamos dominar pelas nossas carências e transformamos essas ramificações em tronco.

A Igreja sempre é maior do que os seus grupos. Ela é a família de Deus, o Corpo de Cristo, em que todos têm o seu lugar e a sua importância.

Somos nós que não nos devemos deixar afetar tão seriamente pelas nossas afeições a ponto de que estas influenciem o nosso relacionamento de amor e serviço ao Senhor. Quando alguém não nos trata segundo a caridade, mas sempre prefere ou pretere de acordo com seus laços de afinidade, tal pessoa demonstra apenas imaturidade espiritual e incapacidade de transcender os sentimentos humanos para subir àquele nível de amor espiritual que enxerga a todos como irmãos em Cristo. Isso nos deve mover a orar por ele, ao invés de nos entregarmos à chateação.

Pessoas falham e falam, nós também falhamos e falamos. Tudo isso faz parte da precariedade de nossa condição, de modo que jamais nos devemos afastar em função de nossas vergonhas nem muito menos de nossas mágoas.

Apenas com essa consciência, seremos cristãos maduros, não reduzindo a Igreja a uma creche de indivíduos mimados que sempre fazem a sua própria vontade.

Pe. José Eduardo Oliveira, via Facebook

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