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Maior proporção de mães solo do mundo está na América Latina

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Brocreative | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 26/06/23

Os efeitos sociais e econômicos deste quadro são impactantes para a região

Cerca de 11% dos lares da América Latina e do Caribe são monoparentais – e a mãe é, quase sempre, a responsável por esses lares.

A estimativa é da ONU e está acima da média global, que fica em torno de 8%. De fato, a proporção de mães solo na América Latina é a maior do planeta, superando inclusive a da África Subsaariana, onde as famílias monoparentais são 10% do total.

Os números da ONU também estimam que quase um terço das mulheres latino-americanas tem filho antes dos 20 anos de idade.

As consequências sociais deste panorama são impactantes. Segundo Diana Rodríguez Franco, secretária de assuntos da mulher na prefeitura de Bogotá, observa-se um padrão em que “uma mulher tem um filho, é abandonada pelo pai [da criança], tem outro filho com outro homem, e é abandonada novamente”.

Essas mães solo, naturalmente, enfrentam desafios particulares no tocante a trabalho e renda.

Por um lado, há um dado positivo: segundo o Banco Mundial, 78% das mães solo na América Latina e no Caribe estão no mercado de trabalho, um índice superior ao dos adultos em geral na região, que é de 73%. Por outro lado, a sua renda é muito menor que a de outros grupos de adultos, porque, muitas vezes, somente trabalhos informais lhes proporcionam flexibilidade para cuidar dos filhos pequenos.

Além disso, o grupo das mães solo também apresenta uma alta taxa de desemprego, estimada em 9,2% e superior à de todos os demais grupos analisados, inclusive o de pais solteiros e o de mulheres solteiras sem filhos.

Para a ONU, este cenário leva a uma participação menor das mulheres na força de trabalho, o que, por sua vez, deve reduzir o PIB per capita da América Latina e do Caribe em 14% no período de 2020 a 2050.

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