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As palavras que você deve saber para ajudar alguém a morrer bem

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Mónica Muñoz - publicado em 04/08/23

Quando nos encontramos em uma situação de emergência e não há padres por perto, estas poucas palavras podem fazer a diferença

O padre Jorge Loring Miró, um padre jesuíta de origem espanhola faleceu há alguns anos. No entanto, sua mensagem ainda está muito presente nas redes sociais. Ele foi um incansável evangelizador e defensor da fé católica.

Sempre vestido de preto e com colarinho clerical, era fácil reconhecê-lo, não só pelo seu aspecto físico, mas também pelo seu amor pela Eucaristia, pelo seu catecismo, pelas suas contundentes conferências e pelos seus livros. Entre eles, o mais conhecido é Para salvarte, que se tornou leitura obrigatória para quem deseja aprofundar o conhecimento da fé.

Saída de emergência

Uma de suas alocuções mais marcantes foi aquela em que o sacerdote expôs a forma como uma pessoa poderia se preparar para morrer bem, fazendo um perfeito ato de contrição, o que chamou de “saída de emergência”, ou seja, o perdão dos pecados sem padre, apenas em poucas palavras: “Meu Deus, perdoai-me”. Ele dizia que devemos estar sempre preparados porque, a qualquer momento a morte pode nos surpreender.

O padre Loring dizia também que a essência do ato de contrição é pedir perdão a Deus por amor. Então, com seu estilo peculiar, ele decompunha cada termo: “O amor está no MEU. O possessivo MEU é amoroso. Quando uma mãe se refere ao filho como ‘meu céu’ é porque ela o ama. Meu céu é amor.”

Portanto, estava querendo dizer dizendo que quando repetimos “Meu Deus, perdoai-me”, estamos pedindo a Deus, a quem amamos, que perdoe nossos pecados. Assim, o padre resumia o ato de contrição perfeito, feito por amor a Deus, que ele recomendava realizar em momentos específicos.

Você não sabe se vai acordar amanhã

A recomendação do Padre Loring é a seguinte: “Este ato de contrição, em três palavras, costumo recomendá-lo todas as noites, depois das três Ave-Marias antes de dormir. Por duas razões: uma, para que nos lembremos de fazê-lo, em caso de perigo. Se você repetir diariamente, não vai esquecer. E outra, caso morramos naquela noite. Isso é possível, embora não seja provável. Mas muitos foram dormir fazendo planos para o dia seguinte e nunca mais acordaram”.

Ajudar alguém a morrer bem

Em uma de suas conferências, Pe. Loring acrescentou que também esse breve ato de contrição poderia ser usado para ajudar uma pessoa a morrer bem, fazendo isso quando não há padre que possa confessar o moribundo.  

Certamente este apóstolo de Cristo do nosso tempo fez tudo certo, porque morreu no dia 25 de dezembro de 2013, na hora da misericórdia. Agradeçamos a Deus por sua vida e testemunho.

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