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A política do medo não deve influenciar a atuação policial

Sirene de Polícia

Jaromir Chalabala | Shutterstock

Felipe Bertazzo Tobar - publicado em 08/08/23

Devemos valorizar aqueles que arriscam suas vidas diariamente para proteger a sociedade

Uma notícia alarmante veiculada pelo jornalista Gabriel Sestrem, na Gazeta do Povo,  em 29 de julho de 2023, ganhou destaque: os Policiais Militares de São Paulo estariam deixando de utilizar a força em suas operações por receio de retaliações e falta de apoio dos comandantes. Tal fato é preocupante, pois levanta questões cruciais sobre a independência e a eficácia das forças policiais e a real segurança da população.

A notícia em questão nos confronta com uma política refletida no medo de perder votos em áreas consideradas essenciais para vitórias eleitorais. Entretanto, é fundamental ressaltar que essa mentalidade jamais poderia influenciar o trabalho das forças policiais, que têm como missão primordial proteger a população e garantir a segurança pública.

Há que se defender o direito constitucional do uso da força nos casos previstos em lei, sobretudo em situações de legítima defesa, quando a integridade física dos policiais ou de terceiros está em risco. A Constituição de 1988, resultado de um esforço conjunto da sociedade brasileira para estabelecer direitos e garantias fundamentais, não pode ser desvirtuada ou colocada em segundo plano para fins eleitoreiros.

Devemos valorizar aqueles que arriscam suas vidas diariamente para proteger a sociedade paulista: os policiais militares. Conclamo a todos os cidadãos a se unirem em prol da Polícia Militar apoiando aqueles que defendem nossas cidades, denunciando ilegalidades ao Ministério Público e pressionando os políticos eleitos a fim de lembrá-los de que suas continuidades no cargo dependem das urnas. 

Sem pressão legítima sobre aqueles que têm poder de influenciar as decisões dos comandos, continuaremos convivendo com absurdos que comprometem a segurança, a justiça e o futuro dos paulistanos de bem. Somente apoiando essas nobres iniciativas, poderemos construir um Estado mais seguro, onde os direitos de todos são preservados e respeitados, e onde a força policial atua como guardiã da justiça, não refém da política.

Tags:
PolíticaSociedadeViolência
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